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Como as indústrias de cosméticos podem minimizar seus impactos com a entrada do SPED

01/4/10 8:00 AM

Por Fernando Abreu*

“O SPED – Sistema Público de Escrituração Digital é um tema que vem sendo bastante comentado, seja por empresas que precisam se adequar ao sistema, seja por desenvolvedores de softwares que possibilitam que elas cumpram a obrigatoriedade ou pela própria imprensa visando alertar os empresários sobre a importância da antecipação e da implantação adequada. Mas, o que pouco se fala e que é de extrema importância para as indústrias são os impactos que setores específicos sofrem ao se depararem com uma mudança dessa magnitude.

O setor de cosméticos, por exemplo, possui por natureza uma linha produtiva bastante complexa. São inúmeros produtos com fórmulas específicas sendo produzidos ao mesmo tempo. Daí a importância de um sistema controlando todo o processo, uma vez que falhas em produtos como esse podem colocar em risco a credibilidade da empresa e a saúde dos consumidores.

Levando em consideração essa complexidade já existente nas indústrias de cosméticos, podemos dizer que a implantação do SPED pelo setor requer uma atenção especial. Em primeiro lugar, é recomendável que a aderência ao novo sistema seja realizada com antecipação considerável. A obrigatoriedade de empresas desse segmento será em setembro de 2009 e muitas delas devem iniciar a procura por um software que atenda às suas necessidades e que se adeque ao sistema ERP já existente na companhia o quanto antes. Agindo assim, os empresários evitam decisões precipitadas e, ocorrendo qualquer erro, terão tempo hábil para reparações.

É inevitável que as empresas de cosméticos tenham que se atualizar tecnologicamente, adquirindo não somente um software de gestão que atenda a legislação, mas também que tenha a devida aderência às regras de negócios e à complexidade das operações das indústrias.

Mais sobre o SPED

O SPED – Sistema Público de Escrituração Digital é a informatização da relação entre o fisco e as empresas contribuintes e todos os dados fiscais e contábeis enviados à Receita Federal. Faz parte do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC 2007-2010) e foi criado pelo Decreto n º 6.022, em 22 de janeiro de 2007. É dividido em três grandes subprojetos: Escrituração Contábil Digital, EFD Escrituração Fiscal Digital e  NF-e Ambiente Nacional.

Entre os principais objetivos do SPED estão: evitar a sonegação fiscal, reduzir a concorrência desleal e aumentar a arrecadação. Todos os documentos e transações entre a cadeia de fornecedores e clientes será acompanhada pela Receita Federal online.

Os impactos são muitos para quem não se adequar ao SPED. As multas chegam a R$ 5 mil reais pela não apresentação de arquivos. Além disso, quem receber um Danfe precisa armazenar seus dados em um software, mesmo que não seja obrigado a emitir a NF-e. O plano contábil tem aproximadamente 750 contas, o EFD Fiscal vai exigir algo em torno de 1,4 mil a 3 mil campos e a NF-e conta com mais de 240 campos.”

*Fernando Abreu é engenheiro de produção formado pela FEI e possui experiência na implantação e coordenação de projetos de MRP e APS. Atualmente atua como consultor de negócios na ABC71

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