A profissão mais promissora para 2013
Mar04

A profissão mais promissora para 2013

por Roberto Dias Duarte Em tempos de economia digital surgem novas profissões e desaparecem outras. Redes sociais, fisco eletrônico, e-commerce, e-business, nuvens de dados e uma infinidade de produtos vêm se transformando em serviços, todos eles dotados de forte base tecnológica, o que está modificando de forma decisiva o cotidiano empresarial. É o fim da privacidade. Erros pessoais, profissionais e corporativos se expõem à sociedade e às autoridades com uma velocidade inédita. Não há mais como camuflar o desrespeito às normas reguladoras de nossa convivência, sejam elas relacionadas ao direito dos consumidores, proteção ambiental, sanitária, trabalhista ou tributária. Há cada vez mais gente “de olho” no comportamento das empresas, mais informada e conectada ao mundo digital, sempre vasculhando, pesquisando, “assuntando” e mensurando benefícios e riscos. Autoridades tributárias também marcam presença com o seu Big Brother Fiscal, materializado por notas fiscais eletrônicas, contabilidade, declarações e livros virtuais para acompanhamento, em tempo real, da apuração e pagamento de impostos. Tal cenário se reflete claramente no mercado de trabalho, frente à responsabilidade de cada colaborador neste ambiente de exposição digital gigantesca, no qual pequenos deslizes geram grandes transtornos comerciais e tributários, afetando a imagem de pessoas e empresas. Em meio a tudo isso, eis que surge uma ocupação extremamente promissora para 2013, a de intraempreendedor. Trata-se daquele profissional cujo objetivo é cuidar da empresa como se dela fosse dono, ou seja, zelando pelo bom atendimento aos clientes, reduzindo custos e riscos tributários, dentre vários outros. Independentemente de sua atividade principal, ele busca ajudar quem precisa. Quando necessário, “puxa a orelha” até do patrão, alertando-o quanto aos problemas. Afinal, sabe que um dia será dono de seu próprio negócio e por isso tem fome de conhecimento. Quer aprender e ganhar algo que nunca lhe será tirado, a experiência. Desempenhar tal papel requer estudo constante e conhecimento multifacetado, o que inclui finanças, contabilidade, tributação, tecnologia, marketing e, principalmente, comportamento humano. Igualmente fundamental é cultivar valores como respeito, ética, compromisso, paciência, persistência, alegria e… amor pela vida! O mundo resistiu a 2012, e mesmo que você não seja propriamente um intraempreendedor nato, é bom absorver pelo menos a essência dessa nova forma de agir, sob pena de ver sua carreira na vala comum das que já se extinguiram, muitas delas ainda no século...

Read More

Quem mexeu no meu currículo?

Um cafeicultor amigo meu expôs seu principal problema: falta de profissionais. Em pleno período da colheita, não há pessoas dispostas e preparadas para a atividade. Quando consegue admitir alguém, ele ainda precisa lidar com a pouca produtividade trazida pela ausência de preparo e disposição. Por fim, disse que o custo do trabalhador aumentou significativamente nos últimos anos. O caso relatado é idêntico ao vivido por milhares de empresas prestadoras de serviços contábeis, fiscais, tributários e tecnológicos. A segunda década do século 21, que se iniciou neste ano, já deixou claro a gestores e empreendedores, que estamos no meio de um apagão de mão de obra – ou “apagão intelectual” como prefiro dizer. Para o mercado contábil, há ainda como agravante o fato de a interdisciplinariedade ter se tornado um verdadeiro pré-requisito. O perfil mínimo, no mundo Pós-SPED, demanda conhecimentos contábeis, tecnológicos, fiscais, gerenciais e jurídicos, algo muito além das “desejadas” habilidades de liderança, relacionamento e comunicação. Assim, estamos vivendo um momento paradoxal: o mercado precisando de profissionais de Terceiro Milênio, e estes tendo sua formação estruturada a partir de um modelo fordista, do século passado. Só para relembrar, Henry Ford aplicou os princípios da administração científica de Taylor e Fayol em sua empresa e revolucionou o mundo. Temos produtos em nossas casas graças à implantação de três paradigmas fundamentais dessa escola: linha de produção com a micro divisão de atividades adestramento da mão de obra para a execução de tarefas simples controle dos “tempos e movimentos” em busca de maior produtividade Em outras palavras, uma estrutura organizacional hierárquica na qual há uma turma que manda (e pensa), outra que obedece (e vigia) uma terceira, com juízo suficiente para executar tudo isto. Tal modelo ainda hoje é adotado por praticamente todas as empresas e instituições de ensino brasileiras, inclusive as entidades reguladoras da Educação. O fato é que as linhas de produção de adestramento são insuficientes para ajudar na formação de profissionais do século 21. As provas disto saltam aos olhos. Uma das mais contundentes dos últimos tempos é o altíssimo índice de reprovação do Exame de Suficiência do CFC, que chegou a 69,17%. Acredito que, se houvesse outros exames para demais áreas de conhecimento, o resultado não seria muito diferente. Para complicar ainda mais a situação, há um enorme contingente de analfabetos “funcionais” digitais em nosso país. Pessoas que até sabem “usar o computador”. Enviam e-mails, escrevem textos e até mesmo produzem planilhas, mas ainda raciocinam segundo o paradigma industrial. Muitos destes “analfabetos funcionais digitais” têm seus currículos impecáveis, bem redigidos e diagramados, perfeitos para qualquer processo de seleção. O problema é que a trajetória profissional na atualidade se...

Read More