Traduzindo a complexidade empreendedora

Empresas do Simples devem recolher diferença de alíquotas de ICMS, diz STJ

11/25/10 10:46 AM

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) pôs fim à polêmica em torno da cobrança do diferencial de alíquota de , cuja exigência se aplica às micro e do .
Por decisão da Corte, que acompanhou o voto do relator no julgamento de um processo envolvendo um de , a diferença entre a menor e a maior alíquota do em uma operação interestadual deve ser cobrada.

O diferencial de alíquota garante ao Estado de destino a parcela que lhe cabe na partilha sobre operações interestaduais. “Caso não houvesse a cobrança, ocorreria grave distorção na sistemática nacional desse imposto. Isso porque a aquisição interestadual de mercadoria seria substancialmente menos onerosa do que a compra no próprio estado, sujeita à alíquota interna ‘cheia’”, ponderou o Herman Benjamin.
O STJ atendeu, assim, pedido do Estado de Minas Gerais para recolher de um contribuinte local a diferença de alíquota na operação interestadual. Optante do , esse contribuinte ingressou na Justiça contra a exigência de recolhimento.
Apesar de reconhecer que o artigo 13 da Lei Complementar nº 123/2002 determina o recolhimento do diferencial de alíquota, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) entendeu que a legislação local deveria, necessariamente, prever a compensação posterior, o que não houve. Por conta da omissão da lei estadual em regular a matéria, a exigência do diferencial seria inválida.
O Estado recorreu ao STJ. A Segunda Turma baseou sua posição em voto do relator, para quem o legislador foi claro ao excluir o recolhimento do diferencial da alíquota da sistemática do Simples Nacional
O ministro argumentou que “não se trata de tributar as operações de saída promovidas pela empresa optante pelo Simples Nacional, mas apenas complementar o valor do ICMS devido na operação interestadual”.
Segundo o ministro, a cobrança do diferencial de alíquota não onera a operação posterior, promovida pela empresa optante do Simples, apenas equaliza a anterior, realizada pelo fornecedor, de modo que o diferencial, no caso concreto, deve ser recolhido aos cofres de Minas Gerais, diminuindo a entre os Estados.
Para o ministro, isso não viola a sistemática do Simples Nacional, não apenas porque a cobrança do diferencial está prevista expressamente em lei, mas também porque a impossibilidade de creditamento e compensação com as operações subsequentes é vedada em qualquer hipótese, e não apenas no caso do diferencial. “Caso a empresa entenda conveniente usufruir da sistemática da não cumulatividade, basta retirar-se do Simples”, concluiu.

Fonte: TI Inside – Fiscal em www.joseadriano.com.br