NF-e e NFC-e ganham cada vez mais espaço no País

Já a NFC-e simplificou as obrigações tribu­tárias do varejo, possibilitando redução de custos para as empresas e melhorando o ambiente de negócios por meio de um controle melhor do Fisco.

Já a NFC-e simplificou as obrigações tribu­tárias do varejo, possibilitando redução de custos para as empresas e melhorando o ambiente de negócios por meio de um controle melhor do Fisco.

A emissão de documentos fiscais eletrônicos tem tornado o Brasil referência na área para diversos países. A (NF-e), voltada para as operações comerciais, e a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), utilizada pelo varejo, são destaque nesse aspecto. A NF-e foi pioneira e, desde sua implementação, em 2006, mais de um milhão de empresas emitiram 11 bilhões de notas digitais, sem a necessidade de gerar documentos em papel. A NFC-e, desde março de 2013, atingiu um volume 251 milhões de autorizações para 29 mil empresas. Na base de todas essas operações, está o código de barras, que tem importância fundamental para os processos que envolvem a tecnologia.

O código de barras possibilita o acesso a todas as informações do produto que sai da indústria, passa pelo varejo e chega ao consumidor final. Essa padronização garante que os dados sejam confiáveis em toda a cadeia, além de facilitar a automação dos processos. O padrão de código de barras mais conhecido e usado no mercado é administrado pela GS1 e é baseado no GTIN (Número Global de Item Comercial). Essa numeração é uma chave importante para preencher corretamente a NF-e e a NFC-e, pois dá acesso aos dados cadastrais da mercadoria (descrição, preço, classificação fiscal, impostos etc.). “A partir do código de barras presente nos documentos fiscais eletrônicos, o Fisco garante uma melhor e mais justa apuração do recolhimento dos impostos, pois consegue identificar, com exatidão, os produtos”, explica o assessor de negócios da GS1 Brasil, Edson Matos.

Do ponto de vista da automação, segurança e rastreabilidade das entregas de produtos, os processos logísticos ficaram mais ágeis, uma vez que o documento acompanha, em tempo real, as operações comerciais pelo fisco. Ao influenciar todo o planejamento logístico da cadeia de suprimentos, a NF-e reduziu, inclusive, os custos no controle fiscal de mercadorias em trânsito, aumentou a eficiência da de informações fiscais e melhorou o intercâmbio e o compartilhamento de dados entre os fiscos e entre as empresas, além de incentivar a automação e causar um impacto positivo no meio ambiente.

Já a NFC-e simplificou as obrigações tribu­tárias do varejo, possibilitando redução de custos para as empresas e melhorando o ambiente de negócios por meio de um controle melhor do Fisco. O processo de emissão de uma NFC-e tem início com a leitura do código de barras padrão GS1 da mercadoria a ser comercializada, possibilitando a identificação do produto e o preenchimento no arquivo eletrônico da NFC-e das informações comerciais e fiscais correspondentes do item. Ao incluir o número do código de barras no documento fiscal, também é possível acompanhar todo o caminho percorrido pelo produto, da fabricação até chegar às mãos do consumidor. No caso de medicamentos, por exemplo, ajuda a combater produtos falsificados ou pirateados.

Sobre a GS1 Brasil

A GS1 Brasil, Associação Brasileira de Automação, é uma organização sem fins lucrativos que representa nacionalmente a GS1 Global. Em todo o mundo, a GS1 é responsável pelo padrão global de identificação de produtos e serviços (Código de Barras e EPC/RFID) e comunicação (EDI e GDSN) na cadeia de suprimentos. Além de estabelecer padrões de identificação de produtos, a associação oferece serviços e soluções para as áreas de varejo, saúde, transporte e logística. A organização brasileira tem 58 mil associados. Mais informações em www.gs1br.org.

Fonte: Assessoria de Imprensa GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação

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Author: Roberto Dias Duarte

Sou um empreendedor serial e alguém que ajuda outros empreendedores no processo de inovação.Participo do conselho de administração da empresa OmieExperience S.A. e da franqueadora NTW Contabilidade. Realizo treinamentos, mentorias e programas internacionais para inovação de escritórios de contabilidade.Escrevi o primeiro livro sobre SPED no Brasil, o “Big Brother Fiscal”, justamente por entender que as tecnologias tributárias seriam um grande catalizador da gestão empresarial, conduzindo o empreendedorismo no país rumo à transformação digital. Mesmo sendo considerado “um dos maiores especialistas em SPED no Brasil”, pela revista Exame, em três edições, eu mesmo não me posiciono desta forma. Acredito que o SPED é ainda um processo de inovação gerencial, e não somente tributário.Fui sócio da NTW Franchising, a primeira e maior franquia de escritórios contábeis no Brasil.Realizei mais de 800 palestras, em mais de 100 cidades nos 27 estados. Meu blog foi eleito o segundo melhor pelo juri acadêmico do TOPBLOG 2012.

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