Comércio Eletrônico: Um agente de inovação para as pequenas empresas

por Roberto Dias Duarte

Depositphotos_10250463_sO Brasil vive um momento surpreendente: quatro em cada dez adultos sonham em ter seu próprio negócio. Este dado foi constatado pelo Estudo do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2012, que aponta a existência de 36 milhões de empreendedores no país.
Mesmo considerando que apenas pouco mais de 8 milhões formalizaram seus negócios, as pequenas empresas são a grande base de sustentação da nação. Constituem 99% dos empreendimentos e são responsáveis por 52% dos empregos, além de 25% do PIB. Entretanto, os pequenos negócios são pouco inovadoras em toda a América Latina, inclusive no Brasil. O documento “Sinais de Competitividade das Américas”, publicado o final de 2012, conclui que o desempenho tecnológico das economias do continente permanece abaixo da média mundial.

Outro Estudo, realizado há mais de dez anos pela Booz & Company, mostra três estratégias básicas de que podem ser adotadas pelas empresas.

Uma delas é a Need seekers, . caracterizada pela é um modelo que busca permanente mente da antecipação r dasnecessidades dos clientes. Apple, 3M e são bons exemplos de adoção dessa .

Market readers, por sua vez, . neste modelo, são as As empresas que adotam estratégias que buscando m aperfeiçoar e trazer melhorias em produtos e serviços existentes, aproveitando as tendências de mercado. No Brasil, a companhia aérea Azul representa bem essa categoria, e é . Não foi sem motivos que ela foi considerada, em 2011, uma das 50 empresas mais inovadoras do mundo. , de acordo com a revista norte-americana Fast Company. Uma introduzida pela companhia rapidamente percebida pelos clientes foi o A empresa introduziu um novo modelo de serviços de bordo, que inclui até mesmo dezenas de canais de tevê TV ao vivo durante os voos.

Por fim, Technology drivers. esta é o perfil típico das É adotada por empresas que usam de forma intensa a para melhorar e transformar seus produtos ou serviços, casos de Dois grandes representantes desse modelo são o Google e a Amazon, por exemplo.

Nesse perspectiva, O comércio eletrônico pode (e deve) ser utilizado como base de para as pequenas empresas brasileiras, não somente pelas gigantescas oportunidades que existem em torno desse mercado, mas também por ele ser base para as três principais estratégias de .

Os números retratam bem o potencial desse mercado. Um balanço do primeiro semestre de 2013, elaborado pelo e-Bit, aponta o faturamento de quase R$ 13 bilhões, representando um crescimento nominal de 24% em relação ao mesmo período de 2012. A expectativa é de fechar o ano com R$ 28 bilhões de faturamento.

Entretanto, o principal ponto a se compreender com relação ao e-commerce é que o , as estratégias e a são pontos mais relevantes que a própria utilizada para realizar as no mundo digital. Vejamos:Vejamos algumas das muitas estratégias utilizadas:

Modelo de por assinatura. Muitos ainda pensam que essa só é utilizada para venda de conteúdos ou serviços, como o Netflix, que fornece TV pela Internet a 33 milhões de membros. Entretanto, o varejo on-line já comercializa uma série de produtos nessa modalidade: alimentos orgânicos, produtos regionais, vinhos e até mesmo cuecas e meias.

Curadoria. Mas quem é que nunca ficou em dúvida sobre qual produto comprar, dentre as dezenas ofertadas on-line? Muitas vezes são tantas as opções que acabamos por desistir da compra. Já pensou se uma modelo famosa te ajudasse na compra do sapato ideal para determinada sua ocasião? E se um grande decorador te orientasse com relação sobre a sua nova sala de visitas? Para adotar essa estratégia, tecnicamente conceituada como Curadoria, em sua loja virtual você não precisa não é preciso contratar necessariamente uma celebridade. O importante é que o curador tenha autoridade e identificação com o público.

Já Crowdsourcing . Nesse é o modelo segundo o qual os produtos são elaborados com ajuda da inteligência coletiva do público. Um bom exemplo dessa prática é uma empresa especializada em venda de camisetas, que através de concursos com prêmios em dinheiro, utiliza seus próprios clientes para a criação de suas estampas.

Como estratégia de inovação, algumas lojas on-line estão atuando em mercados de . Exemplos de aplicação desse modelo é a venda de roupas e sapatos em tamanhos maiores que o usual, produtos regionais ou voltados para determinados grupos culturais ou sociais.
Outra estratégia de diferenciação através da inovação no comércio eletrônico é a A oferta de produtos exclusivos também vem dando resultados. Assim, os clientes saberão que somente a sua loja é fornecedora daqueles produtos.

A venda de produtos itens personalizados pelos próprios clientes é outra forma de aplicação inovadora do comércio eletrônico. Detalhes nas roupas, acessórios e estampas que são enviados pelo próprio consumidor tornam sua peça única.

Enfim, inovar é inventar algo que possa ser utilizado pelos seus clientes de forma que eles percebam o quanto que sua empresa é diferente das demais. O comércio eletrônico, graças à sua flexibilidade e interação com o consumidor, pode ser o principal agente de desenvolvimento da inovação para as pequenas empresas. Mas, o mais importante é que o tenha em si a cultura da e da diferenciação. Do contrário, ele t será apenas mais uma “lojinha na Internet”.

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