Como construir uma cultura de inovação?

A inovação quase sempre não é bem-sucedida na primeira vez. Clayton Christensen

é a palavra-chave de empresas que se tornaram as grandes do mercado, e das menores que desejam se estabelecer com relevância no seu nicho de atuação. Porém, esse termo pode até mesmo ser mal compreendido e levar a erros graves.

Ser inovador não é algo tão difícil quando se compreende a fundo o que essa palavra significa. Não se refere necessariamente a algo disruptivo, e nem a uma simples implementação de um novo projeto.

Neste conteúdo exclusivo, explicaremos o que significa na prática e como construir uma de em uma empresa. Confira!

O que é de

A Inovação, conforme aponta um estudo sobre as práticas gerenciais da Procter & Gamble, não é necessariamente uma grande disrupção no mercado, mas o ato de pegar um ponto-forte da empresa e se dedicar a ele a ponto de se tornar um diferencial competitivo.

Paralelamente, não significa se dedicar exclusivamente a um único processo, produto ou atividade, mas a todos os setores da empresa. A P&G, por exemplo, quando compreendeu esse sentido de inovação, buscou elevar os setores que cresciam entre 2% e 3% ao ano para um crescimento de 4% a 6%.

São pequenas inovações em cada área que, ao serem coordenadas com um olhar estratégico e integrado, podem levar a empresa a se posicionar como a maior autoridade em um determinado assunto.

A da é quando toda a empresa, desde os gestores até os colaboradores, compreende que essa busca pelo aperfeiçoamento e especialização não tem fim. Trata-se de um comportamento de crescimento contínuo e busca por novas formas de enxergar os problemas que a marca se dispõe a solucionar.

Como construir uma de inovação?

Um dos fundamentos do moderno é a compreensão de que é impossível vender um produto para pessoas que não querem comprá-lo. É daí que nasce a necessidade de segmentação e de uma compreensão aprofundada de quem é o público-alvo.

Quando se coloca em mente que a demanda vem antes da , todo o processo é facilitado. Para Cristiana Arcangeli, a nasce de uma demanda do inconsciente coletivo.

Ou seja, os clientes não estão falando o que precisam exatamente, pois nem mesmo eles sabem exatamente o que é esse produto. As empresas inovadoras são as que compreendem padrões e conseguem oferecer um diferencial antes da concorrência.

O cliente no centro de tudo

Quando falamos que o cliente tem sempre razão não significa que ele está certo em todas as situações, mas que apenas ele sabe o que está precisando exatamente. É preciso ouví-lo para compreender o que ele está dizendo, mas também o que está omitindo.

Compreendendo quem é o seu público-alvo, a cultura da se torna natural a partir do momento em que a equipe se engaja em resolver os problemas dessas pessoas com o máximo de exatidão.

Isso não significa compreender apenas as estatísticas, mas o subjetivo de cada um. Quem são essas pessoas? O que elas fazem no final de semana? Quais são os pratos favoritos? Elas têm filhos ou não pretendem ter?

Todas essas questões que parecem objetivas são, na verdade, mecanismos para compreender os desejos que não estão sendo ditos.

Entender o que elas fazem no final de semana dá uma ideia de poder aquisitivo. Os pratos favoritos indicam as suas origens e as memórias afetivas. A questão dos filhos é encarada sob um olhar de liberdade por muitas pessoas.

Perceba que em uma cultura de o cliente está no centro e é encarado como um objeto de estudo até mesmo filosófico.

Foque nos pontos fortes

É evidente que nenhuma empresa é perfeita. A grande questão é saber valorizar os pontos fortes e lidar com sabedoria diante dos desafios. O seu cliente é o foco e ele escolheu a sua empresa justamente porque encontrou um diferencial.

Esse diferencial deve ser evidenciado a todo momento. Mesmo quando não é comunicado diretamente, deve ser o tempero para as estratégias de e desenvolvimento de produtos.

Dessa maneira, um campo de fica claramente definido, de modo que todos os colaboradores, com os seus conhecimentos prévios, podem entregar novas visões sobre uma mesma questão.

É claro que as deficiências devem ser supridas, porém, elas sempre existirão e isso faz parte dos negócios.

Compreenda os riscos

Falar de uma cultura de sem mencionar os riscos é algo impossível. Fazer diferente dos outros envolve pensar de outra maneira e atravessar caminhos inexplorados. Os riscos são inúmeros, por isso, devem ser analisados com antecedência.

O problema da não é errar. Na verdade, isso faz parte do processo. Mas é preciso ter em mente que são os acertos que constroem a marca. Essas falhas podem acontecer, desde que sejam controláveis e não comprometam os objetivos e propósitos do negócio.

Outro ponto que poucas pessoas param para pensar é que a maioria das ideias já foram pensadas por outros indivíduos, porém, nem todo mundo tem disposição para colocar em prática.

É totalmente possível que uma empresa dedique grande parte do seu tempo em um determinado produto para que seja o mais inovador do mercado, mas que no final os concorrentes lancem algo muito similar poucos dias antes.

Note que esses riscos podem ser mitigados justamente com uma cultura de . Quando a é encarada como um fim, as chances de nada sair do lugar são grandes.

Agora, quando toda a cultura está voltada a inovar, tornar-se melhor a cada dia e reforçar as suas qualidades, a se torna consequência.

É preciso pensar deliberadamente em inovar no mercado, porém, compreender a como um caminho que nunca termina, e não como um ponto de chegada.

De nada adianta revolucionar o mercado se a empresa não possui um suporte adequado ou um pós-vendas devidamente capacitado. Afinal, se é diferente, a tendência é de que novas dúvidas surjam entre os consumidores.

A tolerância ao erro e uma comunicação aberta são fundamentais para criar uma cultura de inovação. Com os devidos controles, o seu colaborador preserva a autonomia de pensar fora da caixa e agregar valor ao negócio.

Gostou desse conteúdo? Envie para os seus amigos e colegas que buscam inovar para se manter relevantes no mercado!