Entrevista com Vitor Torres, fundador da Contabilizei

A Contabilizei atende apenas 10% do que um escritório tradicional de contabilidade pode atender. Nosso foco são as micro e pequenas empresas prestadoras de serviço, geralmente sem funcionários, onde o sócio faz todas as atividades. Resumindo, tem espaço para todo mundo." -  Vitor Torres, fundador do Contabilizei
A Contabilizei atende apenas 10% do que um escritório tradicional de contabilidade pode atender. Nosso foco são as micro e pequenas empresas prestadoras de serviço, geralmente sem funcionários, onde o sócio faz todas as atividades. Resumindo, tem espaço para todo mundo.” – Vitor Torres, fundador do Contabilizei

A Contabilizei é um escritório de que oferece mais facilidade, economia e transparência na organização e regularização dos compromissos contábeis de MPEs prestadoras de serviços de todo o país. O site funciona por meio de uma plataforma que automatiza as operações contábeis, resolvendo pendências comuns no dia a dia das empresas, como emissão de , controle de resultados e guias on-line de impostos.

A empresa foi fundada em 2013, em Curitiba (PR), pelo Vitor Torres que me concedeu esta entrevista.

A Contabilizei tem gerando muita polêmica no mercado de serviços contábeis, por isso considero importante entender as idéias do seu fundador.

 

Como surgiu a idéia da Contabilizei?

Como empresário, atuando especialmente como consultor de empresas, sempre me relacionei com contadores e me perguntava por que os serviços contábeis não poderiam ser mais ágeis e econômicos. Então resolvi criar um serviço combinando contabilidade e , para ajudar micro e pequenas empresas a se manterem regularizadas e terem as respostas para suas dúvidas em português claro. Assim nascia a Contabilizei.

Quais foram as maiores dificuldades para criar o negócio?

A dificuldade maior foi encontrar as pessoas certas para estarem comigo no negócio, especialmente na área de . Desenvolvemos nosso próprio sistema do zero, e isso devo muito ao meu sócio e atual CTO da empresa, Fábio Bacarin. Ele comprou a ideia comigo e juntos desenvolvemos a plataforma da Contabilizei.

O que é mais importante para o da Contabilizei? ? ? Profissionais?

Todas as frentes são muito importantes, uma não funciona sem a outra. Se fosse para escolher uma, eu diria que as pessoas que trabalham conosco são fundamentais para fazer nossa e nossa tecnologia funcionarem.

Como você vê o mercado de serviços contábeis hoje? O quais as transformações em andamento?

O mercado de várias áreas está mudando muito e, graças à tecnologia, nós conseguimos ter soluções mais eficazes para as dores do cotidiano, e a contabilidade é uma delas. Seria inevitável que a tecnologia adentrasse esse setor, otimizando , facilitando o acesso dos empreendedores com economia não só de dinheiro, mas de tempo também. Assim como a Contabilizei, já estão surgindo no mercado outros players que fazem e isso é ótimo, assim como outros softwares que facilitam a vida dos escritórios de contabilidade tradicionais. A grande tendência é que os serviços sejam cada vez mais automatizados e mais econômicos, a Contabilizei só puxou o fio de uma revolução ainda maior na contabilidade.

Qual o papel da Contabilizei neste mercado? Qual é a visão de vocês para os próximos anos?

Na pergunta acima já falamos um pouco do nosso papel. Mas a visão, ou melhor, a missão da empresa é facilitar a interação do empresário com a contabilidade, gerando economia que pode ser reinvestida no negócio e devolvida à sociedade.

Como vocês encaram as reações negativas originadas por profissionais e empresários da contabilidade? Muitos acreditam que vocês estão prostituindo a contabilidade. O que você tem a dizer sobre isso?

Nós entendemos a posição dos profissionais de contabilidade, mas acreditamos que seja importante esse momento para reflexão e evolução do setor. Nós estamos trabalhando na do mercado e o nosso target é muito pequeno frente ao tamanho do mercado. A Contabilizei atende apenas 10% do que um escritório tradicional de contabilidade pode atender. Nosso foco são as micro e pequenas empresas prestadoras de serviço, geralmente sem funcionários, onde o sócio faz todas as atividades. Resumindo, tem espaço para todo mundo.

Como a Contabilizei está enfrentado a reação de alguns Conselhos Regionais de Contabilidade?

Estamos 100% regularizados com o CRC, e isso pode ser consultado diretamente no nosso site. A fiscalização do CRC é pertinente e estamos atuando em conformidade.

Qual é a projeção de crescimento da Contabilizei? Até onde vocês querem chegar?

Estamos crescendo num ritmo muito bom e trabalhamos para expandir a operação. Hoje atendemos 30 cidades e vamos fechar o ano com 50, atendendo 70% das empresas prestadoras de serviço de cada uma dessas cidades.

Além da na forma de prestação de serviços, vocês inovaram na estruturação de uma empresa prestadora de serviços contábeis. Como foi criar um negócio para um mercado bastante regulamentado? Quais foram as principais dificuldades?

Nós mapeamos todos os contábeis e estudamos todas as regulamentações para criar um serviço dentro da lei. Sem dúvida foi um desafio e um período intenso de trabalho, mas conseguimos criar um negócio inovador em todos os sentidos.

Como é a relação com os investidores?

É excelente, aprendemos muito com eles. A deles com o Mercado Livre, que foi um serviço disruptivo também, nos guia no nosso mercado. Além disso, o acesso à rede de relacionamentos da KaszeK engrandece a nossa .

E os atuais clientes? Como eles têm respondido à oferta de vocês?

Muito bem! Todos são fãs do negócio e nos indicam para seus amigos.

Como vocês se sentem, sendo responsáveis por tamanha de paradigmas neste mercado?

Nos sentimos entregando um grande benefício para a sociedade, é mais que um negócio, é fazer história num cenário tão tradicional.

O que você pode dizer aos novos empreendedores deste setor?

Que tenham muita vontade de inovar, aprender, errar, tentar de novo, mais uma vez e novamente 🙂 Não só para os empreendedores desse setor, mas para todos que desejam criar os seus negócios, persistência e foco são palavras-chave.

Qual sua opinião sobre isso?