Perfil das empresas que mais geram receita para os escritórios contábeis de Brasil e Portugal

Nada funcionará a menos que você faça. Maya Angelou

A é uma área vital para todos os negócios em uma economia. É fundamental contar com profissionais altamente capacitados, capazes de compreender as burocracias e auxiliar na fiscal de uma empresa, desde as micro até as maiores.

Na maioria dos casos, uma equipe contábil exclusiva não é uma opção viável para maioria das empresas. Dessa maneira, as empresas contratam escritórios de , levando para fora da organização essa responsabilidade.

Essa é uma construção de longo prazo. O assume um papel de resguardar os aspectos fiscais, trabalhistas e até mesmo gerenciais do cliente ao longo dos anos, e quanto mais amplo é esse relacionamento, mais acertadas são as decisões.

Cada escritório de possui características próprias, porém, neste conteúdo exclusivo, compreenderemos o perfil das empresas que mais geram receitas para as organizações contabilistas do Brasil e de Portugal. Confira!

Visão geral dos clientes de

Toda empresa precisa do serviço de um escritório de para operar com segurança jurídica. No Brasil, inclusive, é obrigatório o vínculo com um profissional do setor, exceto no caso de microempreendedores individuais. Dessa maneira, fica claro que esse é um setor altamente dependente do desenvolvimento econômico do mercado como um todo. Ou seja, o crescimento dos escritórios de é diretamente proporcional ao crescimento das empresas do país.

o crescimento dos escritórios de é diretamente proporcional ao crescimento das empresas do país.

No Brasil, de acordo com o Conselho Federal de , há mais de 71 mil escritórios espalhados pelo país. Cada um possui em média 114 clientes, porém, os maiores, naturalmente, concentram uma quantidade maior.

Em Portugal, o cenário está mais desenvolvido e consolidado. De acordo com a consultoria Growth for Knowledge, o país conta com mais de 7 mil organizações contabilistas, que concentram uma média de 70 clientes por escritório.

Essa distorção acompanha mesmo quando comparamos em relação ao tamanho dos escritórios. Em Portugal, para as pequenas empresas de contabilidade, a média é de uma carteira com 40 clientes, enquanto no Brasil, 68. Quando vamos para os maiores, no primeiro caso temos 150 clientes, e no segundo, 290!

Setores que mais contribuem em Portugal

É preciso ter em mente que os setores mais desenvolvidos de uma economia tendem a contribuir mais com a rentabilidade de um escritório de contabilidade. Com essa premissa, e com o apoio do estudo Retrato dos Escritórios de em Portugal, compreendemos que os setores com o maior retorno para a área no país são:

  • Atividades financeiras e seguros;
  • Educação;
  • Indústria;
  • Comércio;
  • Saúde.

No país europeu, de acordo com a pesquisa, cerca de 70% dos clientes são microempresas, 11% pequenas ou médias, e 3%, grandes empresas. Com esses números, todas as contabilidades possuem pelo menos uma microempresa na carteira, e apenas 30% concentram as grandes.

Para os pequenos escritórios de contabilidade, as microempresas são as fontes mais relevantes de geração de receita, de modo que 99% possui pelo menos uma em seu portfólio. Já para os maiores, as grandes empresas possuem mais peso, de modo que 48% deles possuem pelo menos um cliente que se encaixa nessa categoria, e 88% de pequenas e médias.

Contribuição brasileira

Podemos inferir, com base no Mapa do na 2020, que esse padrão se repete em solo brasileiro. Pela falta de informações diretas sobre o tema, podemos realizar um estudo com base no ticket médio registrado.

Para todo o setor, o ticket varia em torno de R$ 1.057. Para 80% dos menores escritórios, o número cai para R$ 667, enquanto sobe para R$ 1427 entre os 20% maiores do setor.

Esses dados indicam que pequenos escritórios possuem grande parte da sua receita vinculadas à micro e pequenas empresas, justamente pelo custo-benefício dos serviços prestados. Na outra ponta, estão os grandes escritórios com estruturas de custos mais pesadas, que acompanham seus clientes de grande porte.

Esse raciocínio é corroborado quando analisamos a quantidade de clientes ativos para cada caso. Entre os 80% menores, cerca de 50% possui menos de 50 clientes ativos em carteira. Para os 20% maiores, 50% possuem acima de 250 contratos.

Enquanto 49% dos 80% maiores escritórios de faturam menos de R$ 30 mil mensais, dos 20% maiores, 49% faturam mais de R$ 300 mil.

Comparação entre serviços prestados

É inegável que a é essencial para as questões fiscais e legais de uma empresa, independente do país ao qual nos referimos. Porém, os escritórios recebem diferentes atribuições em cada território, também, devido à consolidação do setor no local analisado.

Para Portugal, os 5 serviços mais procurados por clientes de escritórios de são: geral, Processamento de salários, Consultoria Fiscal, Apoio ao Microempreendedor Individual e declaração de início de atividade.

No Brasil, os 5 mais ofertados pelas empresas são: Escrituração Fiscal, Escrituração Contábil, Processamento de Folhas de pagamento, serviços paralegais e Tributário.

Perceba que, mesmo com diferenças pontuais, em ambos os casos os serviços mais procurados são justamente os mais essenciais para o funcionamento de um negócio, como a geral e o processamento de salários.

Nota-se também que, em Portugal com o já estando enraizado na cultura e o país ter se tornado um hub de inovação nos últimos anos, faz com que o apoio ao individual também seja uma prioridade para os contadores.

Essa relação entre empresa e é tão estratégica, que no mercado lusitano, cerca de 80% das faturas são emitidas pelos contadores, e não pelos clientes. Trata-se de um relacionamento profundo e de longo prazo.

No Brasil, os grandes escritórios possuem uma fidelização de mais de 24 anos, enquanto os pequenos não passam de 7. Porém, a média é a mesma do mercado português, com 13 anos de lifetime value.

Conclusões

Ao comparar os dois estudos, relacionando o cenário contábil português e o brasileiro, pode-se notar que há muito mais semelhanças do que diferenças.

Para os pequenos escritórios, independente da maneira como essa classificação seja feita, as pequenas empresas são mais relevantes para a geração de receita, com foco nos microempreendedores individuais.

Na outra ponta, grandes escritórios faturam mais com as grandes empresas, que costumam ser mais complexas e exigem uma atenção maior no processamento das informações e adequação às normas.

Conhecer outros mercados é fundamental para aprimorar o seu próprio. Compartilhe esse post com outros contadores para ajudar a desenvolver o setor ainda mais.