Inovação e os escritórios de contabilidade no Brasil

A inovação vem de dizer NÃO a 1.000 coisas. Steve Jobs

Os escritórios de tendem a ter suas linhas de produção controladas e com padronizados pela própria natureza do negócio, o que faz com que seja fundamental inovar nessa área para garantir a competitividade e até mesmo expandir a empresa. No entanto, grande parte dos escritórios de contabilidade no Brasil deixam essa busca por melhorias de lado, justamente pelo alto volume de que precisam ser realizados diariamente.

não se trata apenas de novas tecnologias, mas de novas formas de pensar sobre os problemas dos clientes, trazendo soluções criativas e diferentes do mercado. Venha conferir como esse cenário está se construindo no Brasil.

Boa leitura!

Por que inovar em escritórios de contabilidade?

A contabilidade é uma área fundamental para qualquer empresa inserida no mercado. Quando falamos em Brasil, é ainda mais importante dada a complexidade tributária do país.

As grandes razões pelas quais um deveria investir em uma área específica para tanto no atendimento, quanto na realização de são:

  • Recorrência de falhas operacionais;
  • Desgaste no relacionamento com os clientes;
  • Redução na competitividade.

Com a rotina cada vez mais atribulada, é natural que erros operacionais aconteçam com cada vez mais frequência. Por consequência, os clientes perdem o interesse na sua marca, até que substituem a sua contabilidade pela concorrência.

Levando em conta o avanço tecnológico, há contabilidades digitais que podem atender o outro lado do país com vantagens ainda maiores em relação aos escritórios físicos.

Nesse cenário altamente competitivo, atualizar processos, investir em clientes e inovar é fundamental para se manter como um player relevante.

A resistência dos colaboradores

No entanto, é preciso ter em mente que a envolve alterar toda a maneira de pensar da empresa. Ou seja, os seus colaboradores precisam estar aptos a utilizar um novo sistema ou resolver de maneira criativa os problemas dos clientes.

Diante desse cenário novo e de desafios crescentes, é natural que os colaboradores e até mesmo os líderes tenham medo de inovar, preferindo ficar com os métodos que já sabem em vez de correr riscos.

Conforme pesquisa realizada por Roberto Dias Duarte, há uma grande diferença entre o que os colaboradores sabem e amam fazer, e aquilo que os clientes precisam e que pagam para ser feito.

Quando os colaboradores são questionados sobre o que gostam de fazer, as respostas mais frequentes são dançar, cozinhar, ler e viajar. Para a pergunta sobre o que eles sabem fazer, as três respostas de maior destaque são cozinhar, escrever e trabalhar.

Agora, analisando o que eles acreditam serem pagos para fazer e o que o cliente espera, temos: trabalhar, fazer um bom trabalho e atender o cliente, para a primeira questão, e comprometimento, bom atendimento e atenção.

Perceba que apesar de algumas similaridades, a visão que os colaboradores possuem sobre a própria empresa é diferente daquelas que lhes é esperada. Isso prejudica a implementação de metodologias e ferramentas verdadeiramente inovadoras.

Os objetivos com a

Existe um conceito japonês muito estudado pelos empreendedores inovadores chamado Ikigai. Trata-se da junção daquilo que uma pessoa ama fazer, com o que ela é boa fazendo, que é necessário para a sociedade e que gera algum resultado.

Em português, muitos chamam de propósito, mas é algo ainda mais profundo. Pode ser entendido como uma vocação aliada ao profissionalismo e às demandas do mercado. Pode parecer uma conversa de guru digital, mas é essencial para que haja .

Muitos líderes podem se questionar as razões pelas quais os colaboradores não dão o máximo de si em alguns momentos. Isso acontece pela desconexão entre o ikigai da empresa e o colaborador.

Somente quando o propósito de vida do indivíduo é contemplado, que é possível atingir o propósito da empresa. É natural, afinal uma empresa é um agrupamento de pessoas em torno de um objetivo em comum.

Ainda, é preciso entender que a por si só não representa muita coisa para uma empresa. Ela deve ser uma escolha deliberada e estratégica, caso contrário, voltamos a trabalhar não pautados em dados, mas em impressões que nem sempre refletem a realidade.

Para a maior parte dos empreendedores da contabilidade entrevistados por Dias Duarte, os maiores objetivos para os próximos anos são:

  • Aumentar a produtividade;
  • Melhorar o atendimento ao cliente;
  • Capacitar a equipe;
  • Melhorar a experiência do cliente;

Perceba que cada um dos objetivos está diretamente ligado a um dos problemas que pontuamos acima ao falar sobre as razões pelas quais é fundamental inovar.

da nos escritórios de contabilidade

Quem trabalha com a contabilidade a mais tempo deve lembrar das pilhas de papéis e arquivos necessários para uma simples operação na área. Atualmente grande parte dos é realizada de modo automatizado, mas no passado tudo era feito à mão.

De acordo com o Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CRCPR), a implementação da é um caminho sem volta. O uso de no setor tende a crescer para reduzir ainda mais as chances de falhas humanas na execução de processos.

Com a alta competitividade no mercado, toda empresa deve encontrar meios de automatizar o seu negócio principal para focar no que mais importa: o cliente.

Os escritórios de contabilidade tendem a se tornar um território de ampla , no sentido de que os profissionais passam a se dedicar a estratégias, e não mais a propriamente ditos.

Isso significa agregar mais valor na relação com o cliente, o que por consequência pode ampliar o faturamento e os resultados no final. Com a fidelização do cliente, esses mesmos tendem a ser ainda mais otimizados justamente pela geração de dados e compreensão das demandas reais de cada um deles.

A contabilidade, apesar de ser um processo analítico, também precisa compreender a importância de se relacionar com as pessoas. Isso significa atrair o perfil de cliente ideal, ao mesmo tempo que chama para si os seus próprios colaboradores que podem não compreender qual é o seu papel no negócio.

Desde o surgimento da humanidade, existe o medo de a tomar o lugar dos trabalhadores. Porém, a história comprova. A é uma ferramenta que justamente demonstra o imenso poder do ser humano em criar e inovar.

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