Mandei meu dinheiro para fora, e agora? (ou quando a saudade aperta…)

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Outro dia em conversa com um cliente, estávamos analisando alguns aspectos antes de fazer a alocação de seus recursos que tinham sido enviados para uma conta no exterior. Ele me contava que teve um amigo que, já fazia 20 anos, investia fora. Seu amigo estava muito contente, pois havia feito umas boas escolhas quanto a alocação de sua carteira. Tinha inclusive lhe contado detalhes de alguns ativos que havia comprado.

Numa segunda ocasião, meu cliente Investidor chamou seu amigo para participar da reunião que teríamos sobre a alocação de sua carteira. Então, perguntei-lhe ao amigo mais sobre quais ativos tinha comprado, quais estratégias havia utilizado, como havia coordenado tudo isso com os diferentes aspectos relacionados ao tempo, como mediu a volatilidade, etc. Todas estas coisas chatas que um profissional que trabalha com investimentos se preocupa. De todas as perguntas o amigo do Investidor soube apenas responder quais ativos havia comprado, e porque o havia feito. Houve uma grande surpresa…

O amigo do Investidor havia comprado há alguns anos majoritariamente bonds e ações de empresas brasileiras, para ser mais preciso de cinco grandes empresas: Petrobras, Vale, Itaú, Gerdau e Banco do Brasil. Também tinha comprado algo de bonds do governo brasileiro, mas não estava muito interessado em voltar a fazê-lo porque as taxas não eram tão boas e, “você sabe como é, o governo brasileiro pode oferecer algum problema de pagamento do juros”.

O que ocorre nessa história é que o amigo do Investidor se preocupou unicamente com a rentabilidade aparente dos títulos, sem se preocupar em explorar outras oportunidades. Basicamente não diversificou nada quanto ao risco sistêmico, pois basicamente toda a sua locação internacional estava direcionada ao Brasil. Quando lhe perguntei o porquê ele disse que “as empresas eram bastante sólidas, não haveria motivo para preocupação”. Observando a rentabilidade que o amigo do Investidor afirmou ter obtido em sua carteira, comparando-a com alternativas no mesmo perfil de risco, o negócio não tinha sido tão bom assim. Pior, o amigo estava tentando convencer ao Investidor de seguir o mesmo caminho…

Quando analisamos com mais detalhes, vemos que nesse caso o Investidor sofre de home-sickeness. São situações nas quais ele utiliza parte dos seus recursos alocados fora (ou a totalidade deles) para comprar ativos que lhe são familiares. É um fenômeno que todo profissional que trabalha com investimentos offshore já constatou com seus próprios clientes, em maior ou menor medida. O problema nestas situações é que, além de não diversificar o risco, o Investidor acaba incorrendo em custos muito mais altos do que teria se investisse localmente. Para ter uma conta de investimentos no exterior, é preciso levar em consideração a estrutura utilizada, os custos de remessa de câmbio e demais tarifas que podem incidir na conta. Se é para unicamente comprar ativos brasileiros, é melhor manter os recursos aqui e investir daqui. Não é porque é um ativo esteja denominado em dólares que o seu risco é menor.

O problema de ADRs (ações de empresas brasileiras negociadas no mercado americano) é que, além da oscilação normal de sua negociação em mercado, sofrem também a oscilação do câmbio. Vale a pena comprar este tipo de ações quando temos alguns cenários de previsão certa de valorização do real, mas não é somente a única variável que devemos considerar antes de tomar uma decisão, pois a própria situação de cada empresa tem um papel ainda mais importante no valor do ADR que o próprio câmbio. 

Quanto aos bonds, o fato de pagarem aparentemente bons cupons demonstra o risco percebido pelo mercado internacional. Ainda que para nós, localmente, estes riscos não pareçam tão importantes (afinal quem poderia imaginar uma empresa como o Itaú tendo problemas de ir de resultados?), para o mercado internacional a capacidade de visualizar problemas e fazer leituras é muito maior, simplesmente porque há uma amostragem comparativa muito maior. Para nós Investidores locais, comparamos os poucos grandes bancos privados do Brasil uns com os outros; o Investidor internacional faz esta comparação entre instituições diferentes países e a partir daí lhe atribui o risco.

Ter recursos investidos no exterior vai fazer toda a diferença no crescimento do patrimônio do Investidor. Entretanto, a tarefa é séria e não pode ser feita com amadorismo. O componente emocional é muito importante na tomada de decisões, sem dúvida alguma. Mas não podemos fazer com que isso impossibilita de tomar as melhores decisões.

Por isso a importância de uma assessoria profissional, na qual além de trazer soluções de proteção do seu patrimônio, trará também o que tem de melhor no mercado, baseado no seu perfil e objetivos. 

Se você possui posição fora ou deseja ter, agende uma conversa com a Proxy Financial, mesmo que sem compromisso. Nós podemos te ajudar a trilhar esse caminho da diversificação internacional.

Proxy Financial

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