Quando ser um “idiota”? Saiba o que diz Simon Sinek sobre o assunto

Quando ser um "idiota"? Saiba o que diz Simon Sinek sobre o assunto

Em uma entrevista (The Truth about Being the “Stupidest” in the Room, ou “A verdade sobre ser o mais estúpido na sala”), Simon Sinek, autor de best sellers como Líderes se servem por último, Comece pelo porquê e O jogo infinito, fala sobre a importância de, em alguns casos, ser um ‘idiota’.

Para esclarecer, ele explica: ‘sou um idiota, não entendo coisas complicadas, então faço muitas perguntas. Perguntas sobre finanças, neurociência, eu faço perguntas para entender’. Simon diz que não fica constrangido com o desânimo ou a frustração de quem precisa repetir várias vezes algo para que ele entenda, porque simplesmente se presta a ser o “mais estúpido da sala”.

O motivo, segundo Simon, é que muitas vezes as demais pessoas na sala têm as mesmas dúvidas que você, apenas não têm coragem de fazer perguntas, porque não querem parecer idiotas.

Então quando ser um idiota e o que isso pode trazer de positivo para o seu escritório? Continue lendo para saber as respostas.

As ideias transformadoras de Simon Sinek

Simon Sinek é um otimista que acredita em um onde as pessoas acordam inspiradas para ir trabalhar, se sentem confiáveis e valorizadas durante o dia e atingem satisfação pessoal ao contribuir para algo maior do que elas mesmas.

O motivo é ter percebido que pessoas que conhecem o propósito de fazer o que fazem atingem resultados muito melhores e inspiram pessoas, tornando-se grandes líderes.

Essas ideias têm aplicações em todo tipo de negócio. Em escritórios de contabilidade, elas tratam não apenas da relação entre colegas de trabalho, como também da relação com os clientes.

Compreender as lições de Simon Sinek e saber como colocá-las em prática, portanto, pode ajudar a criar novas estratégias, ter melhores resultados e fazer a empresa crescer.

O cara mais idiota da sala é, na verdade, o mais inteligente

Quando temos conhecimento sobre determinado assunto, muitas vezes somos levados por um impulso interior de mostrar ao mundo o quanto sabemos sobre ele. A questão é que quando falamos, estamos muitas vezes perdendo a chance de ouvir outras pessoas e aprender algo com isso.

Por outro lado, na hora de dizer “não sei”, “não entendo”, “não compreendi”, muitas vezes ficamos travados. Não queremos ser os primeiros a admitir que não entendemos algo.

Imagine que um colega de escritório fez uma longa apresentação sobre a situação de um cliente para debater estratégias e você ficou com diversas dúvidas. É muito possível que haja outras pessoas na sala com as mesmas questões.

Deixar de fazê-las pode significar que decisões erradas podem ser tomadas, prejudicando o resultado do trabalho. Fazê-las, no entanto, pode significar, em um primeiro momento, ser visto como o “estúpido” que não entendeu algo simples.

O detalhe, como nos explica Sinek, é que muitas vezes as pessoas estão com dúvidas, não fazem perguntas para não parecerem idiotas e, no fim, acabam tomando decisões com informações incompletas, o que pode prejudicar o trabalho.

Um líder precisa aprender a admitir que não sabe algo. Precisa fazer perguntas até compreender, pois, uma vez compreendendo, é capaz de traduzir a situação em palavras mais simples.

Para explicar a situação, Simon Sinek se lembra de uma em que assistiu uma apresentação e não entendeu absolutamente nada do que estava sendo dito. Ele admitiu: ‘acho que sou o único na sala que não tem um MBA, mas não entendi nada do que você disse’ e insistiu até entender.

Aos poucos, os demais na sala foram admitindo, um por um, que também não tinham entendido.

Para Sinek, em situações como essa, o risco que você corre é o de ser humilhado. Acontece que nem sempre isso vai acontecer. Às vezes, você encontrará quem compartilhe de suas dúvidas.

O que você ganha em ser o idiota?

“Acontece que você tem medo de ser o idiota. Se deixar que isso o impeça, não obterá boas respostas”.

Vimos até aqui que ser o idiota é admitir aquilo que você não sabe e se permitir fazer perguntas exaustivamente até entender algo que não ficou claro de início. Mas o que, exatamente, um pode ganhar com isso?

Ser o idiota é sobre fazer perguntas e ouvir as pessoas falarem. Quando você vence o medo de ser o idiota…

… aprende o que os especialistas sabem e
… aprende o que os membros da sua equipe sabem (ou desconhecem);

Na prática, isso gera muito mais consistência na forma como os contadores trabalham para atender a necessidade dos clientes da sua empresa, uma vez que é uma forma de assegurar que tudo esteja comunicado de forma clara e acessível.

Também permite identificar o que precisa ser trabalhado na sua equipe, aprimorando seu time e fazendo com que o escritório funcione de forma muito mais harmônica e coordenada.

Essa organizacional, portanto, parte de você.

Quando ser um idiota?

Se você chegou até aqui, talvez esteja se perguntando qual o momento para ser um idiota ou “o mais estúpido da sala”.

Vimos anteriormente que, de modo geral, ninguém quer se sentir burro no local de trabalho. As pessoas querem exibir conhecimento e competência – e querem ser valorizadas por isso.

Mas há muitos momentos para ser um idiota – e crescer com isso.

Sempre que estiver diante de algo que não entenda, peça a alguém para explicar de uma maneira diferente. Tente dizer com as suas palavras para ver se finalmente compreendeu a ideia.

Provavelmente outras pessoas na sala se beneficiarão da sua dúvida e sua pergunta acaba sendo um ato de serviço para os demais.

Isso pode acontecer durante uma reunião entre os contadores ou mesmo com um cliente. Pode acontecer durante treinamentos de equipe, conferências ou outros momentos em que algo esteja sendo apresentado ao seu time.

Fazer perguntas e compreender o que está sendo dito pode ser o diferencial na hora de tomar decisões importantes, evitando gaps informacionais que podem levar a erros e prejuízos.

O que não se pode perder de vista é que essas situações criam oportunidades de aprendizado valiosíssimas. Ser o idiota contribui para a sua liderança, para uma melhor tomada de decisão e, consequentemente, para que as pessoas ao redor reconheçam sua competência e escutem o que você tem a dizer.

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