Análises de inovação e comportamento do cliente

O risco vem de não saber o que você está fazendo. Warren Buffett

Muitos empreendedores tratam os clientes como parceiros de negócio, colocando-os numa posição importante, mas não tanto. Todavia, essa é uma visão incompleta, pode-se dizer, considerando que hoje o cliente é considerado como direcionador de estratégias para  uma empresa. Assim, ele salta de parceiro para conselheiro, e essa mudança de visão é fundamental para o crescimento de qualquer negócio.

Com razão, se pensar, pois tudo gira em torno do seu comportamento. Se ele não aprova (compra) um produto, por exemplo, os gestores devem buscar saber o que aconteceu e, caso necessário, retirar a solução do mercado.

Um caminho que pode ajudar uma organização a alcançar a satisfação do seu público é a análise de e comportamento do cliente. Saiba mais ao ler o post!

como ponto de partida para ter boas mudanças

De uma forma geral, os empreendedores acreditam que a se baseia apenas no lançamento de produtos ou soluções novas. Mas a verdade é que nem sempre isso pode ser o melhor caminho. Uma forma de inovar e conquistar bons resultados é aproveitar o que a empresa faz de melhor, focando em sua diferenciação competitiva.

Um exemplo nesse sentido que se pode destacar é a empresa P&G. De acordo com um estudo da Universidade da Flórida, nos anos 2000, tal organização não estava indo bem. Os resultados das estavam diminuindo e os preços das ações caindo significativamente. Diante desse quadro, a multinacional não viu outro caminho que não o da para mudar esse cenário.

É fundamental citar alguns pontos do modelo de adotado pela P&G, uma vez que podem servir como base para que as organizações implementem melhorias na sua forma de inovar. Veja:

Atenção ao cliente

O cliente passa a ser visto não apenas como um simples consumidor, que adquire os produtos da marca, mas como parte central do negócio. Assim, a empresa canaliza suas ações nesse sentido. Afinal, conhecendo bem os clientes, como seu comportamento, é possível pensar em estratégias de inovações voltadas para eles mesmos.

Mudança de visão em relação ao cliente

O cliente deixa de ser visto como apenas um consumidor e passa a ser tratado como diretor ou conselheiro de um negócio. Com motivo, pois é ele o principal investidor, considerando que é quem compra o produto e, muitas vezes, faz marketing boca a boca.

Gestão aberta

Outro ponto essencial do modelo de da P&G é a gestão aberta. Hoje, uma empresa se relaciona com diversos públicos, como governos, populações, consumidores, investidores, funcionários etc. Assim, é comum que, inevitavelmente, ele precisa trabalhar a partir de um modelo de gestão aberta.

Trata-se de uma gestão que expande os horizontes de uma empresa, fazendo com que ela aprenda com base nos relacionamentos que possui com os públicos. Atualmente, uma organização deve ser tratada não como um sistema fechado, mas aberto, até mesmo por conta da dinâmica de mercado.

Nas palavras do autor do estudo, Roberto Dias Duarte, “o avanço gerencial da P&G foi conceber e implementar a como um processo de ponta a ponta (da diretoria até os clientes, e vice-versa) baseado na ideia do consumidor como chefe”.

As bases da inovação: quais são elas em sua empresa?

Antes de tudo, é fundamental formar as bases da para que somente depois as estratégias possam ser criadas e executadas. Sem dúvida, se as bases não forem formadas, a empresa poderá colocar seu crescimento em risco.

Nesse sentido, é importante se fazer algumas perguntas, do tipo:

• Quem são os clientes da empresa?

• O que os clientes desejam ter ou possuir da empresa?

Percebe-se claramente que a é uma estratégia que anda lado a lado com o comportamento do cliente. É preciso saber quem é, de fato, o cliente, para somente depois criar as estratégias de para garantir que os clientes alcancem aquilo que almejam.

Essa é uma tarefa superimportante para que uma empresa consiga inovar e obter com isso. Nesse contexto, vale citar a Nokia como exemplo. De acordo com o mesmo estudo que foi citado anteriormente, diversas organizações tentaram comercializar aparelhos celulares na Índia, mas poucos obtiveram sucesso. A razão para isso foi porque não entendiam a cultura local e acreditaram que o celular destinado ao ocidente, por exemplo, poderia ser comercializado tranquilamente na Índia.

A Nokia seguiu um caminho contrário e decidiu estudar os consumidores indianos. Com base nessa essencial compreensão, lançou um celular adaptado para o povo indiano e o resultado não foi outro: conseguiu dominar o mercado!

A deve ser uma ação integrada em uma empresa

Para que uma empresa consiga melhorar, de fato, seus resultados, como diferenciação competitiva no mercado, é fundamental que ela observe a não como um processo isolado, mas integrado.

Com outras palavras, a é um processo que exige não apenas conhecimento claro do perfil do cliente, mas um conjunto de ações que ajude a organização como um todo. Definir um princípio de é um exemplo de política que pode ajudar a empresa a ter setores que andam de mãos dados em busca do mesmo objetivo: inovar!

Desenvolver estratégias para atingir objetivos de deve ser um norte de todos os setores que fazem parte da empresa. Assim, ela poderá atingir bons resultados em suas várias frentes.

O comportamento do cliente como estratégia para criar e analisar inovações

Ficar de olho no comportamento do cliente pode ajudar uma organização a tanto criar inovações em seu âmbito como também analisar as estratégias de inovações criadas ou em andamento. Com base nisso, pode aperfeiçoar processos e eliminar pontos que podem prejudicar o alcance dos objetivos da organização.

Como assim? Em um primeiro momento, determinada ação de pode ser vista pelo cliente de forma negativa. Entender os pontos que estão levando-o a pensar isso é fundamental para que a empresa implemente mudanças a fim de garantir que a solução criada atinja seu objetivo.

Diante do que foi apresentado, pode-se perceber que e comportamento do cliente são conceitos que andam lado a lado, e para que deem certos, precisam ser pensados de forma conjunta. A não faz sentido se não for criada para melhorar processos ou produtos visando a satisfação de um grupo.

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