Como pensa a nova geração do empreendedorismo contábil

Além de dominar a técnica da profissão, eles estão mergulhando em áreas essenciais a qualquer outra empresa, como gestão de marketing e estratégias de engajamento de Recursos Humanos.
Além de dominar a técnica da profissão, eles estão mergulhando em áreas essenciais a qualquer outra empresa, como de e estratégias de engajamento de .

Por Roberto Dias Duarte*

Delegar as tarefas operacionais para se dedicar em período integral à da empresa, adotar estratégias de voltadas a segmentos específicos e investir em de ponta a fim de atender clientes a cada dia mais exigentes em relação à qualidade dos serviços contratados.

Se para muitos dos contadores considerados tradicionais tudo isso pode parecer um enorme bicho-de-sete-cabeças, os novos empreendedores contábeis têm encarado essa transformação com naturalidade e de maneira assertiva.

Em geral, já compreenderam que apenas os conhecimentos técnicos não são mais o bastante para criar um negócio sustentável e bem-sucedido no ramo contábil. Por isso, além de dominar a técnica da profissão, eles estão mergulhando em áreas essenciais a qualquer outra empresa, como de e estratégias de engajamento de .

Ao contrário de muitos empresários tradicionais, estes jovens concebem a como condição natural de existência do ser humano e reconhecem a importância de estudar o antes de dar os seus primeiros passos rumo à vida empresarial.

Este movimento, na realidade, faz parte da própria do perfil do brasileiro, cujo nível de exigência em relação ao mercado em que atua tem crescido exponencialmente.

A partir do momento que ele se prepara, faz um plano de negócios detalhado e se dedica a uma análise mercadológica eficiente, dentre outros fatores, passa a exigir de seus fornecedores o mesmo profissionalismo e seriedade em sua atuação.

Hoje, no Brasil, apenas 13% dos empreendedores procuram o auxílio de profissionais especializados antes de abrir o seu negócio. Na área contábil, por sua vez, percebo que um percentual ainda pequeno dos cerca de 54 mil escritórios está se preparando para inovar sua oferta de serviços, indo muito além do mero cumprimento de obrigações acessórias. Eles buscam a em seus internos por meio de programas de certificação de qualidade, mas não param por aí. Sabem que para inovar precisam de apoio estratégico, tecnológico e mercadológico.

A tendência é que estes números cresçam exponencialmente nos próximos anos, embalados sobretudo pelos jovens empresários e por aqueles que souberem enxergar a necessidade de mudar de rota e se capacitar para oferecer uma diferenciada aos seus clientes.

Num cenário de globalização, essa transformação se torna ainda mais urgente para competir com as empresas internacionais em e custo.

É empolgante perceber que essa nova geração de empreendedores contábeis já está despertando para essa realidade e buscando maneiras de identificar oportunidades e atuar de maneira mais próxima de seus clientes.

Só assim conseguirão se manter competitivos perante a internacional e dos próprios escritórios que, sem o devido preparo, terão de apostar tão somente no fator preço como diferencial, até dar os seus últimos suspiros no mercado brasileiro.

*Roberto Dias Duarte é sócio e presidente do Conselho de Administração da NTW Contábil

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