Mortalidade das empresas cresce 23% no Brasil em 2021; saiba como evitar a falência do seu negócio

Mortalidade das empresas cresce 23% no Brasil em 2021; saiba como evitar a falência do seu negócio

Dados do Ministério da Economia apontam que 437 mil negócios encerraram as atividades no País no primeiro quadrimestre de 2021

O número de negócios indo à falência tem crescido no Brasil: 437.787 empresas fecharam as portas nos quatro primeiros meses de 2021 — 22,9% a mais que no mesmo período do ano anterior. Os dados são do Mapa de Empresas, do Ministério da Economia.

Ver outras empresas fechando as portas representa um sinal de alerta aos empresários que se preocupam com o futuro de seus empreendimentos. 

Se esse é seu caso, você talvez se pergunte: o mercado está tão ruim quanto parece? O que devo fazer para evitar os mesmos erros de empresas que encerraram as atividades? Como garantir o do meu negócio? Neste artigo, reunimos algumas respostas a essas questões.

Por que as empresas vão à falência?

São muitos os fatores que levam uma empresa a fechar as portas. Uma pesquisa do Sebrae, realizada em 2014, revelou algumas razões para o fechamento de empresas nos primeiros cinco anos de atividade. 

Entre elas, foram apontadas falta de planejamento, deficiências na gestão, ausência de estratégias de e outras variáveis. Veja por que errar em um ou mais desses quesitos pode custar a sobrevivência de um negócio.

Falta de

Falta de é executar sem pensar. Em que, então, os empreendedores que estiveram à frente de negócios que faliram não pensaram? 

É verdade que a pesquisa do Sebrae foi realizada há alguns anos e os dados de fechamento de empresas se referem ao primeiro terço de 2021. Contudo, os erros de apontados no estudo continuam atuais e servem de alerta. Veja:

  • 46% não sabiam o número de clientes que teriam e os hábitos de consumo deles;
  • 39% não sabiam qual era o capital de giro necessário para abrir o negócio;
  • 38% não sabiam o número de concorrentes que teriam;
  • 37% não sabiam a melhor localização;
  • 33% não tinham informações sobre fornecedores;
  • 32% não conheciam os aspectos legais do negócio;
  • 31% não sabiam o investimento necessário para o negócio;
  • 18% não levantaram a qualificação necessária da mão de obra.

Deficiências na gestão

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 20% das empresas que abrem no Brasil já “morrem” logo no primeiro ano. Alguns sintomas de gestão deficiente, contudo, podem aparecer em empresas que já estão consolidadas há mais tempo.

Um negócio pode ser baseado em uma boa ideia, ter um grande número de clientes, funcionários qualificados e, ainda assim, começar a sofrer riscos, caso deixe de fazer um eficiente e um rígido controle financeiro. 

Ausência de estratégias de

O é a que faz seu produto ou serviço ficar conhecido e desejado. São essas ações que enfatizam as virtudes da empresa, aumentam o valor agregado (reputação e reconhecimento da marca) e fazem seu negócio crescer. Esses tópicos conferem vantagem competitiva ao seu negócio.

Ainda que uma empresa execute ações de marketing, é preciso calcular corretamente o investimento e adotar as estratégias corretas. Alguns empresários podem ter a tendência de negligenciar esse setor, rejeitando um apoio profissional.

Relação ruim com o consumidor

Não basta fazer apenas uma pesquisa de mercado e contar com informações relevantes sobre o seu público. Algumas empresas que vão à falência acabam persistindo em erros apontados com grande frequência pelos consumidores. 

Entre os erros listados pela revista Exame, os quais afastam os clientes de qualquer empresa, podemos destacar:

  • empurrar uma venda antes da hora; 
  • demora e mau atendimento;
  •  falta de clareza; 
  • e desqualificar a queixa do cliente.

Erro na

Já no que se refere aos principais riscos causados pelos erros de precificação, pode-se citar os seguintes, de acordo com o Sebrae :  

  • disponibilizar um produto com um valor muito abaixo do mercado; 
  • não contabilizar as despesas fixas; 
  • esquecer dos impostos; e copiar os preços da concorrência.

Condições de mercado

É verdade que as condições de mercado podem afetar um negócio. A economia do País, os novos hábitos de consumo, a concorrência, entre outros fatores, têm forte influência no destino de uma empresa.

No entanto, ainda assim, é possível uma empresa sobreviver (e prosperar) diante de condições desfavoráveis de mercado. Da mesma forma, pode ocorrer de negócio falir mesmo em meio a um ambiente favorável.

O impacto da pandemia no fechamento das empresas Enquanto as medidas de distanciamento social, que forçaram a quarentena de grande parte da população, impulsionaram o crescimento de setores como e-commerce, serviços de streaming e delivery, outros foram os altamente prejudicados. Com restrições de deslocamento e das operações de hotelaria, o turismo naturalmente foi alguns dos dos mercados mais afetados pela pandemia. De acordo com dados do IBGE, a cada 10 empresas de todos os setores que fecharam, quatro apontaram a pandemia como a principal causa para o encerramento das atividades em 2020.

Como evitar a falência e garantir o de sua empresa

Aprender com os erros comuns que levam uma empresa à falência é um bom manual do que não fazer ao empreender. Veja, a seguir, algumas boas práticas de gestão que não só podem evitar o fechamento de uma empresa como pode fazê-la prosperar de modo escalável. 

Planeje-se

O é uma etapa para qualquer empresa, independemente do porte ou segmento de atuação. É preciso entender como seu negócio pode realmente se posicionar no mercado. Para isso, é importante conhecer:

  • o público-alvo;
  • o tamanho do mercado;
  • as tendências e projeções do mercado;
  • seus concorrentes; e
  • as oportunidades de parceria ou colaboração.

A partir dessas informações, a gestão pode ser mais eficiente e gerar resultados melhores.

Fique de olho nas finanças

Cuide de cada centavo, planeje bem os investimentos e saiba o que representa cada montante de dinheiro: o que é lucro da empresa, o que é despesa, o que dá retorno e o que você pode colocar no bolso.

Tenha um bom controle de estoque

Se você trabalha com produtos, procure sempre ter uma quantidade e variedade que atenda seus consumidores e não gere excessos nem perda. Para isso, priorize ações como: 

  • acompanhar todas as informações dos produtos;
  • fazer auditorias no estoque;
  • analisar o desempenho do fornecedor;
  • ser consistente no recebimento de produtos para o estoque;
  • acompanhar as vendas;
  • reabastecer o estoque.

Acerte na

O preço certo vai potencializar seus lucros e evitar prejuízos. Veja algumas formas de acertar nesse quesito:

  • faça uma pesquisa de mercado: analise os preços praticados por sua concorrência;
  • calcule os custos: ninguém deve definir um preço para um produto sem ter ideia de quanto ele custa para ser produzido;
  • verifique o valor de seu produto: não apenas os custos envolvidos, mas quanto as pessoas estão dispostas a pagar por ele.

Modernize-se

Incentive uma cultura de inovação, refaça constantemente o mapa de jornada do consumidor, trabalhe em seu branding, adote novas tecnologias, diversifique os produtos, continue aprendendo, teste ações de marketings e faça novas parcerias.

Ouça seus clientes

Dedique um tempo para entender o sentimento que seu cliente tem em relação a seu produto, e marca. Invista em estratégias como testes de usabilidade. Amplie os canais de e melhore o tempo de resposta.

Cuide de sua equipe

Faça da sua empresa um local agradável de se trabalhar, promova o respeito entre os colaboradores, ofereça recompensas, dê espaço para o crescimento, proporcione feedbacks e seja flexível e transparente.

Contrate um serviço de

O Brasil possui um dos sistemas fiscais e tributários mais complexos do mundo e sobreviver nesse cenário depende de muito conhecimento, experiência e das ferramentas corretas.

Em seu blog, a plataforma de gestão em nuvem Omie publicou um artigo que destaca a importância de um contador para a prosperidade de um negócio. Entre os fatores estão a conformidade com as legislações federal, estadual e municipal, escrituração contábil, obrigações acessórias e assessoria trabalhista.

A já citada pesquisa do Sebrae indica que 61% das empresas que faliram no primeiro ano de atividade não procuraram ajuda de pessoas ou instituições na área fiscal. 

Os serviços de têm um grande peso no de uma empresa. Ter a parceria de um contador e de um e fazer uso de um bom sistema de gestão financeira pode ajudar nesse caminho. Entenda o papel de cada um desses players:

  • Contador: esse profissional é essencial para cumprir certas exigências legais e tributárias, fazendo o cálculo correto dos impostos que sua empresa deve pagar, por exemplo. No entanto, é preciso ir além das atividades contábeis técnicas
  • Escritório de contabilidade: enquanto um contador é o profissional que vai ajudar a cumprir as obrigações fiscais e contábeis, um usa do poder do trabalho em equipe para oferecer, além da parte técnica, soluções de consultoria e estratégia financeira para seu negócio
  • Sistema de gestão financeira: um bom sistema de ERP permite que você controle todo seu negócio em uma única plataforma, com recursos não só para gestão financeira, mas também para emissão de nota fiscal, CRM, vendas, além de trazer integração com o contador.

Agora que você aprendeu mais sobre boas práticas de gestão, já pode colocá-las em prática para melhorar a saúde do seu negócio e afastar as possíveis chances de falência.

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