Plano de Carreira: como ele vai ajudar a reter talentos na sua empresa contábil

Pessoas com metas triunfam porque sabem exatamente para onde vão. Earl Nightingale

A competitividade por bons profissionais está cada dia maior em vários setores. E na área contábil não é diferente. Os escritórios vêm sofrendo com a alta rotatividade de colaboradores e a dificuldade em encontrar novos talentos bem capacitados. É por isso que neste artigo, vamos falar sobre uma das principais estratégias para engajar e reter profissionais: o plano de carreira

O que é plano de carreira?

O plano de desenvolvimento de carreiras é uma das principais ferramentas de retenção e engajamento dentro de uma empresa. Ele mostra a jornada que um profissional pode percorrer dentro da organização e os requisitos que ele deve cumprir para alavancar a carreira e crescer de cargo. 

Muitos colaboradores acabam deixando o por não conseguirem vislumbrar possibilidades efetivas de crescimento. Ainda é comum encontrar colaboradores que ocupam, há anos, os mesmos cargos e estão cada dia mais desmotivados. 

Dessa forma, o plano de carreira é uma solução de para os colaboradores. Isso porque, ele mostra as possibilidades de crescimento e ajuda o profissional a visualizar quais competências e habilidades ele precisa desenvolver para se preparar para posições mais altas no futuro

Qual a importância do plano de carreira? 

Em um artigo publicado no Portal Administradores, Anderson Hernandes, um dos principais nomes do setor contábil no país, cita que o está cada vez mais competitivo. Se antes, o desafio era reter os colaboradores para que eles não fossem para outros escritórios, hoje, a realidade é ainda mais difícil.

Isso porque, além da concorrência direta, os profissionais da área estão migrando para grandes empresas de terceirização contábil e indústrias de grande porte que, na maioria das vezes, conseguem oferecer melhores condições de salários, benefícios e planos de carreira.  

Dessa forma, a falta de profissionais contábeis habilitados no mercado faz com que os escritórios precisem se munir de estratégias de retenção bem estruturadas para não perderem talentos para esse novo concorrente. A principal nesse cenário é, portanto, o plano de carreira

É importante destacar que o plano de carreira não traz vantagens apenas para o colaborador. Ele também é de extrema importância para a empresa. Confira, a seguir, seus principais benefícios. 

Para o colaborador

Como vimos, o plano de carreira ajuda os colaboradores a se sentirem mais valorizados e motivados dentro da empresa contábil. Ele faz com que os profissionais vejam novas possibilidades de crescimento e sintam que estão trabalhando para um objetivo maior. 

Além disso, o plano proporciona mais segurança, interesse, foco e engajamento para que o colaborador continue desenvolvendo habilidades e competências importantes para melhorar sua performance e atuação dentro do escritório. 

Por fim, o plano de carreira oferece ao profissional uma reflexão sobre metas que ele pretende alcançar, objetivos de carreira e ideais. Essa reflexão trará mais autoconhecimento sobre seu trabalho e potencial, uma skill bastante valorizada dentro das organizações. 

Para a empresa

As vantagens para a empresa também são muitas. Em um primeiro momento, o plano de carreira, além de aumentar a produtividade do escritório, também aponta com precisão quais indicadores de performance dos profissionais devem ser monitorados para o avanço da carreira. 

A ferramenta também traz mais comprometimento da equipe, melhora o clima organizacional, potencializa a atração de candidatos para novas vagas, aumenta a do time e, é claro, ajuda na retenção de talentos.

Outro importante benefício do documento é a economia de recursos financeiros. Orçamentos que seriam destinados ao processo de seleção, treinamentos e despesas com demissão e contratação podem ser poupados, já que o índice de turnover tende a diminuir.

Quais os tipos de plano de carreira?

A maioria dos modelos de plano de carreira inclui três principais posições: analistas, gerentes e diretores. Contudo, analisando o mercado nos dias de hoje, é possível perceber que existem novos padrões de crescimento que podem fazer mais sentido com determinados perfis de profissionais. Afinal, nem todo profissional tem o perfil necessário para posições de liderança, não é mesmo? 

Dessa forma, para contemplar diferentes perfis e modelos de trabalho, foram estabelecidos três principais tipos de plano de carreira, ampliando assim as possibilidades de ascensão profissional. 

Plano de carreira Y

Geralmente aplicado em empresas com estrutura formal, cargos e funções definidos. O modelo de crescimento é semelhante ao desenho da letra Y, ou seja, a partir de um determinado cargo, o colaborador encontra duas opções de crescimento. Dessa forma, ele pode escolher se deseja assumir um papel de especialista ou de gestor. 

Plano de carreira W

Esse modelo oferece um terceiro caminho de crescimento que é um misto dos dois trajetos oferecidos no modelo anterior. Assim, o colaborador pode escolher seguir como especialista, gestor ou gestor de projetos. 

Nessa posição, o profissional não é exatamente um líder tradicional, mas acompanha um time pontualmente em projetos específicos, como consultor. Esse modelo é mais popular em organizações com setores muito específicos, como o de tecnologia

Plano de carreira para empresas de alto crescimento

Esse não é um modelo propriamente dito, já que empresas em fase de expansão acabam precisando reestruturar áreas a todo momento, o que traz certa volatividade e dificulta a criação de uma estrutura de crescimento. 

No entanto, mesmo sem saber qual será a situação da empresa dali alguns anos, é importante que a tente, ao máximo, estabelecer um caminho a ser percorrido de acordo com a realidade atual. 

Além disso, é fundamental ser transparente com a equipe, mostrando o cenário atual e onde a empresa quer chegar no mercado, para que os colaboradores identifiquem se os planos de da marca estão alinhados com seus interesses de crescimento individual.

Como implantar um plano de carreira na sua empresa contábil?

Agora que você já tem conhecimento sobre os benefícios e o poder de retenção do plano de carreira no escritório, chegou o momento de estruturar a política de carreira da organização. Mas como fazer isso? 

A seguir, listamos algumas dicas que podem ajudar a montar o plano. Vale lembrar que com o auxílio e a expertise do setor de RH é essencial para ajudar na estruturação e na implantação do modelo definido.

Defina a estrutura corporativa interna

O primeiro passo na construção do plano de carreira é listar todos os cargos e subordinações. Para isso, você pode utilizar um organograma, que facilita a visualização das informações e a identificação de possibilidades de avanço de carreira. 

Lembre-se que o ambiente empresarial está sempre se transformando, por isso, o plano de carreira não deve ser algo estático. Ele precisa estar aberto a adaptações e modificações que façam sentido para o escritório. 

Descreva as atribuições de cada cargo

Depois de definir os cargos dentro da organização, é necessário indicar, de forma detalhada, as atribuições, responsabilidades e pré-requisitos técnicos para aquela posição. 

Por exemplo, você pode indicar a formação acadêmica, experiências anteriores, conhecimentos específicos, entre outras informações. A definição desses requisitos ajudará, inclusive, caso você precise realizar contratações externas para preencher vagas que não foram ocupadas por profissionais da casa. 

Identifique habilidades e competências comportamentais para cada posição

Além das competências técnicas, as habilidades comportamentais, ou soft skills, também precisam ser levadas em conta e incluídas no documento. 

Por exemplo, imagine que você tem um cargo de liderança. Nesse caso, existem habilidades que podem ser muito mais importantes no profissional do que para um cargo de analista, como motivar pessoas e agir com empatia. 

Defina os benefícios e salários

A partir do detalhamento dos cargos, é preciso determinar os benefícios e definir as políticas salariais para cada cargo. Para ajudar, você pode criar um plano de cargos e salários. 

Vale destacar que as políticas de salários e benefícios devem valorizar o conhecimento e a educação continuada, fazendo com que os profissionais se sintam motivados a crescer. Essas políticas devem, ainda, estar atreladas a avaliações de desempenho e programas de e desenvolvimento. 

Monte sua estrutura

Com todos os campos definidos, é hora de colocar a mão na massa e criar sua tabela ou organograma. Para isso, você pode estabelecer as seguintes colunas:

  • cargo;
  • escolaridade mínima;
  • requisitada;
  • competências técnicas necessárias;
  • competências comportamentais necessárias;
  • tempo mínimo de casa;
  • salário;
  • benefícios;
  • entre outros. 

Com uma estrutura de plano de carreira bem montada, as promoções e oportunidades de crescimento serão definidas com mais coerência e transparência. 

Além de criar o plano de desenvolvimento de carreiras, é preciso estabelecer uma comunicação clara com os colaboradores, mostrando onde eles podem chegar e quais habilidades precisam desenvolver para alcançar suas metas. 

Os gestores também têm um papel importante na estratégia. Eles devem estimular seus liderados no da própria carreira, mostrando aos colaboradores seus pontos fortes e pontos de melhoria e acompanhando as metas pessoais, sempre fornecendo feedbacks e orientações para auxiliar na trajetória. 

Conclusão

Concluindo, o plano de carreira é uma das principais ferramentas para uma de pessoas mais estratégica e pode ser de extrema importância para a retenção dos profissionais contábeis em um mercado cada vez mais competitivo

Dessa forma, é fundamental que gestores e RH elaborem uma estrutura coesa e bem desenvolvida e que façam o acompanhamento do plano de carreira, realizando alterações e ajustes sempre que necessário. 

Agora que você já conhece a importância dessa ferramenta, baixe o guia completo e descubra outras estratégias fundamentais para a retenção de talentos.