Oxford University aponta o fim do contador? E agora? Negar ou inovar?


Por Roberto Dias Duarte

“A realidade do mercado de serviços contábeis exige nova postura. O futuro não tolerará profissionais apenas escriturários, informantes, porque os computadores estão suprindo esta função e são manuseáveis com facilidade, mesmo por quem tem baixo nível de cultura.” Antônio Lopes de Sá, 2004.

Você começou o seu negócio por necessidade ou oportunidade?  Está com dificuldade para enfrentar os desafios do dia a dia? O problema que muitos empresários como você encaram é que  na contabilidade não é um luxo. É uma necessidade!

Como assim? Eu já ouvi muitos contadores questionando os benefícios da , pois eles acreditam que ela pode ser uma ameaça para o serviço contábil. E é nessa questão que você se engana. A propicia o valor estratégico paraa contabilidade. Além de ajudar no relacionamento com o cliente e no desenvolvimento de novos serviços.

Talvez você ainda se pergunte “por que eu devo mudar a minha maneira de trabalhar”? E a resposta é simples: se você não fizer isso, ficará para trás. Essa reportagem que eu encontrei fala exatamente sobre essa questão: os trabalhos “braçais e intelectuais” serão substituídas por robôs, portanto, cabe ao profissional desenvolver habilidades de negociação, persuasão e relacionamento para ter mais oportunidades no mercado.

 Oxford University aponta o fim do ? Será?

Um estudo da Oxford University aponta que a probabilidade das atividades profissionais do e do auditor serem substituídas por sistemas de é de 94%. O estudo completo está em: https://www.oxfordmartin.ox.ac.uk/downloads/academic/The_Future_of_Employment.pdf

A metodologia aplicada estimou a probabilidade de informatização para 702 ocupações, usando um classificador  gaussiano. Com base nessas estimativas, os pesquisadores analizaram os impactos esperados da informatização futura sobre os resultados do mercado de trabalho dos EUA, com o objetivo principal de entender os empregos em risco e a relação entre a probabilidade de informatização da ocupação, os salários e o nível educacional. De acordo com nossas estimativas, cerca de 47% do empregos dos EUA estão em risco. Além disso, a pesquisa fornece evidências de que salários e realizações educacionais exibem uma forte relação negativa com a probabilidade de informatização de uma ocupação.

Foram utilizados modelos matemáticos complexos para classificar a probabilidade de robotização das profissões. As principais variáveis consideradas formam:

  • Tarefas de percepção e manipulação. Os robôs ainda são incapazes de igualar a profundidade e a amplitude da percepção humana. Embora a identificação geométrica básica seja razoavelmente madura, possibilitada pelo rápido desenvolvimento de sensores e lasers sofisticados, permanecem desafios significativos para tarefas de percepção mais complexas, como a identificação de objetos e suas propriedades em um campo de visão desordenado.
  • Tarefas de inteligência criativa. Os psicológicos subjacentes à criatividade humana são difíceis de especificar. A criatividade é a capacidade de criar ideias ou artefatos novos e valiosos. As ideias, em um sentido mais amplo, incluem conceitos, poemas, composições musicais, teorias científicas, receitas culinárias e piadas, enquanto os artefatos são objetos como pinturas, esculturas, maquinário e cerâmica. Um processo de criar idéias (e semelhantemente para artefatos) envolve fazer combinações não familiares de idéias familiares, exigindo uma rica reserva de conhecimento. O desafio aqui é encontrar meios confiáveis para chegar a combinações que “façam sentido”. Para um computador fazer uma piada sutil, por exemplo, seria necessário um banco de dados com uma riqueza de conhecimento comparável à dos humanos e métodos de benchmarking. a sutileza do algoritmo.
  • Tarefas de inteligência social. A inteligência social humana é importante em uma ampla gama de tarefas, como as que envolvem negociação, persuasão e cuidado. Para auxiliar a informatização de tais tarefas, pesquisas estão sendo realizadas nos campos de Computação Afetiva e Robótica Social. Os robôs podem até reproduzir alguns aspectos da interação social humana, mas o reconhecimento em tempo real das emoções humanas naturais continua sendo um problema desafiador, e a capacidade de responder de maneira inteligente a essas informações é ainda mais difícil.
The table below ranks occupations according to their probability of computerisation . Those occupations used as training data are labelled as either ‘0’ (not computerisable) or ‘1’ (computerisable), respectively:

  • 0,94 Accountants and Auditors
  • 0,95 Bill and Account Collectors
  • 0,98 Bookkeeping, Accounting, and Auditing Clerks
  • 0,99 New Accounts Clerks

 

Antes de negar os resultados da pesquisa, é importante compreender que, mesmo que ela esteja totalmente equivocada, tenha a certeza de que o futuro próximo demanda um novo comportamento profissional e um novo para prestadores de serviços contábeis.

“Não é um futuro onde não há nada para as pessoas fazerem, mas é um futuro em que os tipos de coisas que eles fazem são bem diferentes do que foi feito tradicionalmente. ” Daniel Susskind, o autor de “The Future of the Professions: How Technology Will Transform the Work of Human Experts” e professor universidades de Oxford e Harvard.

Gary Boomer, CPA, já compreendeu isto e desenhou um cenário demonstrando que empresas contábeis podem oferecer três níveis de serviços: conformidade legal, consultoria para melhoria do desempenho empresarial e consultoria estratégica.

  • Accountex 2017, Gary Boomer, tradução: Roberto Dias Duarte

A maioria dos contadores se encontra na fase em que o seu papel é auxiliar o cliente com o cumprimento de obrigações fiscais e  tributárias. Este é o nível onde a robotização caminha de forma acelerada. Nele há menor aplicação da inteligência criativa e social.

Alguns escritórios de contabilidade já superaram a fase inicial e apresentam relatórios que permitem a análise de dados importantes para o crescimento da empresa. Nesta fase, o profissional da contabilidade percebe que a comunicação, empatia e do cliente são tão importantes quanto as atividades técnicas para a produção das análises. Neste nível de serviços há grande  aplicação da inteligência criativa e social.

No terceiro nível, há uma pequena quantidade de escritórios oferecendo serviços de tributário, estratégico, avaliação de empresas e consultorias para fusões e aquisições. Obviamente que o mercado consumidor destes serviços é composto por um perfil muito diferente de empreendedores. Para realizar estes serviços,  aplicação da inteligência criativa e social é imprescindível.

A conclusão  é simples: posicione-se em serviços consultivos ou pereça!

Compliance is dead

Desde 1994, Rob Nixon ensina contadores a administrar empresas lucrativas e eficientes.

De acordo com Nixon, as margens tradicionais dos contadores estão sob enorme ameaça devido aos serviços de compliance, o pão e a manteiga dos contadores, tornando-se comoditizados. Empresas inovadoras na estão fazendo este trabalho duas vezes mais rápido por metade do preço:

“87% das receitas da profissão contábil estão focadas em compliance – mas isso está se tornando commodity devido à adoção de .”

Cada uma das quatro grandes empresas do setor contábil está gastando em torno de US $ 250 milhões por ano em e de aprendizado de máquina para oferecer serviços de baixo custo – isso é comoditização.

Ele alerta que os contadores precisam deixar de ser “contadores de dados redundantes e começar a se tornar contadores em tempo real”.

Seu ponto de vista é que a maioria das receitas futuras está no trabalho de consultoria empresarial e em ser o consultor de confiança:

“Contadores em tempo real prestam consultoria antes que algo aconteça usando análise preditiva e serviços de valor agregado”.

Assim, eu trouxe algumas dicas para você transformar o seu na contabilidade. Acompanhe!

na contabilidade: um caminho sem volta

“O papel de apenas informante de saldos ou de zelador de assuntos fiscais, vem sendo cada vez mais superado, pois, se substitui pela tecnologia avançada da informática.

O que se extingue não é a profissão, como difundem os leigos sobre nossos assuntos, mas, uma das funções que nos absorvia muito tempo e até nos impedia de exercer a verdadeira e que é a de explicar os fatos e traçar modelos de comportamento da riqueza.

Ao contabilista, agora, já está sobrando tempo para o exercício de sua mais importante responsabilidade e que é a de oferecer comentários sobre o comportamento do capital e também modelos para decisões administrativas.” Antônio Lopes de Sá, 1999.

A 4ª Revolução Industrial, originada pelo avanço da tecnologia, promete promover mudanças drásticas em muitas carreiras que eram consideradas estáveis. A computação exigirá que os profissionais desenvolvam habilidades comportamentais que envolvem empatia, liderança e . E você precisa se preparar para essa nova realidade.

A tendência é que muitos trabalhos repetitivos e baseados em previsíveis se tornem obsoletos – como é o caso do lançamento de notas, emissão de guias, pagamento de impostos. Isso porque a tecnologia já é capaz de fazer essa conexão entre as informações e, em poucos segundo realizar essas tarefas.

Então, como se preparar para essa de cenário? É preciso compreender como a na contabilidade pode trazer benefícios para o seu escritório. As máquinas não são capazes de substituir as habilidades intrínsecas dos seres humanos, que envolvem a comunicação, empatia e capacidade de negociação.

Por isso, eu recomendo que você comece a desenvolver ainda hoje a estratégica na contabilidade!

Mudando para melhor: novo na contabilidade

Como eu já falei anteriormente, você não precisa ter medo da tecnologia. Porém, você deve se adaptar a ela. Os pesquisadores da Universidade de Oxford entenderam que as habilidades mais importantes serão: interação social para negociações, adaptação e criatividade.

E nesse último fator nós precisamos concordar: os brasileiros se destacam quando se trata de superar obstáculos e encontrar caminhos alternativos para desenvolver suas atividades.

Por esse motivo, você precisa estimular essas habilidades o quanto antes, pois eu reafirmo, a antiga forma de trabalhar poderá fazer o seu negócio fracassar.

Como superar isso? Veja:

Estratégias de

Você ainda não cria ações de para manter um relacionamento com os atuais clientes e conquistar novos adeptos? Esse é um grande erro que precisa ser corrigido já.

Isso porque, cada vez mais, “quem não é visto não é lembrado”. Se você tem um trabalho de qualidade deve divulgar a sua marca e conquistar a confiança dos clientes.

As estratégias de online são uma excelente opção para manter um relacionamento com os potenciais clientes, utilizando ferramentas de e-mail e compartilhamento conhecimentos específicos da sua área.

consultivas

O tem que aprender a vender soluções. Os principais software contábeis já são capazes de criar relatórios em segundos. Então, cabe ao profissional da área vender consultoria para fazer uma empresa crescer.

Afinal, você tem conhecimento de sobra para orientar um cliente sobre as principais estratégias para reduzir custos e aumentar a lucratividade, certo? Use isso para ter um diferencial e fazer o que as máquinas não conseguem: estratégica na contabilidade. Auxilie seus clientes a tomar decisões acertadas para o negócio com base nos dados gerados pelas ferramentas contábeis.

Pacotes de serviços

Faça a expansão do seu negócio e ofereça pacotes de serviços para seus clientes. Em vez de apresentar apenas o trabalho básico de conformidade legal – com o cálculo de impostos e obrigações – disponibilize pacotes que incluam serviços de financeira, orçamentação e orientação para os negócios.

Crie um pacote diferenciado com serviço de aconselhamento, com e sucessório. Assim, o seu cliente dará mais valor para o seu escritório, pois você entregará um trabalho consultivo que as máquinas não conseguem desenvolver.

Você, contador, pode proporcionar resultados financeiros significativos para as empresas ao fornecer consultorias para diminuir a carga tributária. Muitas vezes, a simples escolha de compra de um produto entre um estado e outro pode ocasionar diferenças expressivas no valor final pago, por exemplo. E o empresário não saberá disso sem a sua ajuda.

Gestão estratégica orientada a dados

A análise dos dados, de maneira ampla, permite que o contador oriente o empresário para uma gestão mais eficiente. Em muitos casos, é possível identificar que determinado produto gera muitos custos e impostos para uma companhia, deixando sua venda inviável do ponto de vista financeiro. E sem uma análise sobre essa situação o gestor não conseguirá identificar essas questões.

Você precisa olhar o negócio de maneira aprofundada, ir além do pagamento de impostos e cumprimento das obrigações. A análise e o apoio ao desenvolvimento depende da capacitação técnica e da habilidade de relacionamento com os clientes.

Eu falo novamente: o trabalho de conformidade e criação de relatórios vai acabar em um curto prazo, pois as soluções tecnológicas já fazem isso. Cabe a você desenvolver suas habilidades comportamentais e sociais para realizar análises, gestão estratégica e apoio ao desenvolvimento das corporações por meio de um relacionamento mais humano com o cliente.

A contabilidade é um bom negócio, mas é fundamental promover a inovação na contabilidade para perceber as oportunidades que o mercado oferece para seu .

Aprenda a superar os medos da tecnologia e utilize-a a seu favor! Quer saber como fazer isso? Confira este post !

Qual sua opinião sobre isso?

34 thoughts on “ Oxford University aponta o fim do contador? E agora? Negar ou inovar?”

  1. Bom dia pessoal. Para aqueles que não tiveram tempo ou não quiseram ler o artigo todo, segue um resumo: Foram utilizados modelos matemáticos complexos para classificar a probabilidade de robotização das profissões. As principais variáveis consideradas formam:

    Tarefas de percepção e manipulação.
    Tarefas de inteligência criativa.
    Tarefas de inteligência social.

    Analisando o resuldado de Oxford com a tese de Gary Boomer, temos:

    A maioria dos contadores se encontra na fase em que o seu papel é auxiliar o cliente com o cumprimento de obrigações fiscais e tributárias. Este é o nível onde a robotização caminha de forma acelerada. Nele há menor aplicação da inteligência criativa e social.

    Alguns escritórios de contabilidade já superaram a fase inicial e apresentam relatórios que permitem a análise de dados importantes para o crescimento da empresa. Nesta fase, o profissional da contabilidade percebe que a comunicação, empatia e experiência do cliente são tão importantes quanto as atividades técnicas para a produção das análises. Neste nível de serviços há grande aplicação da inteligência criativa e social.

    No terceiro nível, há uma pequena quantidade de escritórios oferecendo serviços de planejamento tributário, estratégico, avaliação de empresas e consultorias para fusões e aquisições. Obviamente que o mercado consumidor destes serviços é composto por grupos muito diferentes de empreendedores. Obviamente que para realizar estes serviços, aplicação da inteligência criativa e social é imprescindível.

    Rob Nixon afirma que “87% das receitas da profissão contábil estão focadas em compliance – mas isso está se tornando commodity devido à adoção de tecnologia.” . E acrescenta: Cada uma das quatro grandes empresas do setor contábil está gastando em torno de US $ 250 milhões por ano em inteligência artificial e tecnologia de aprendizado de máquina para oferecer serviços de baixo custo – isso é comoditização.

    A minha conclusão: posicione-se em serviços consultivos ou pereça!

  2. É ingênuo acreditar que um modelo pode prevê algo assim como se fosse um determinismo histórico. Trata-se de uma probabilidade. Mas, é razoável, a meu ver, que o trabalho baseado em repetição entre contadores, será ocupado por automação e isso não é bem uma novidade. Os veteranos se lembrarão dos escritórios dos anos 1980 e os de hoje, mais enxutos. Penso que em vez de levar o tema da “extinção” como neura, profissionais contábeis devem refletir sobre o papel que exercem na sociedade, assim como o que andam fazendo com a contabilidade; aplicando-a mais como ferramenta de gestão ao meio produtivo ou apenas como um instrumental para a burocracia dos governos? Desta reflexão pode emergir uma mentalidade que poderá fazer das tecnologias de automação, um aliado e não uma ameaça, no contexto de que o mercado, por bem ou por mal, sempre prevalece nas relações econômicas.

    1. Carlos Farias muito obrigado pelo comentário. A pesquisa é de 2013. Diversos veículos de comunicação já publicaram matérias sobre ela. Todas que eu li, sem a profundidade necessária para análise. No meu artigo, além do trabalho da Oxford, utilizo os de Rob Nixon, Gary Boomer, Daniel Susskind. Recomendo que você leia o artigo completo, para entender o contexto, a análise e a conclusão.

    1. O que diferencia uma empresa da outra é sua cultura, processos e rentabilidade dos proprietários, por exemplo. Ou seja, nenhuma empresa é igual a outra, mesmo que seja com o objetos sociais iguais. Como uma auditoria, que é “tato” e “farejamento” pode ter 94% de ser substituída por robô?
      Sistema é que nem papel, aceita tudo.
      Se o título fosse sobre “marketing” não daria tanta discussão fora do assunto.

    2. Agradeço a oportunidade de debater e estar a disposição do assunto (de domingo kkkk). As mudanças tecnológicas estão por vir e não há mais volta. A análise humana, como em auditoria é difícil para um sistema uniformizar como uma ciência exata. Digo isto apenas para a contabilidade. O que entendo por automatização é que pode reduzir o número de postos de trabalho devido a alta produtividade, mas não de substituição humana, ainda mais num ramo sujeito a muita criatividade.

    3. O seu artigo diz sobre a postura e oportunidades que a tecnologia pode prover(bacana). Diferente do artigo que foi mencionado onde achei muito incisivo.
      “Um estudo da Oxford University aponta que a probabilidade das atividades profissionais do contador e do auditor serem substituídas por sistemas de inteligência artificial é de 94%. O estudo completo está em: https://www.oxfordmartin.ox.ac.uk/downloads/academic/The_Future_of_Employment.pdf“.

      Sobre a questão de oportunidades que a tecnologia provém, eu já adoto a quase dez anos, mas a barreira são plataformas que permitem a integração cliente/escritório. Eu já entendo como um conceito dominado as terceirizações administrativas, mas as empresas de TI para pequenas e médias empresas ainda não fornecem soluções para este conceito.

    4. Mauri Seabra Junior o artigo analisa a pesquisa, que é um fato. Mas a conclusão sobre a análise do fato é outra. Está lá, expresso. Não há possibilidade, na lógica racional, de contrapor-se a uma conclusão sem analisar os dados que levaram a esta conclusão. Ou seja, como poderia eu mostrar um ponto de vista diferente dos pesquisadores de Oxford, sem citar a pesquisa?

  3. É um assunto no minimo controverso, quando saio nos interiores de alguns Estados do sul Brasil e vejo que empresas não possuem nem o básico que é internet boa, vejo muita dificuldade de empreender (mundo offline). No minimo difícil de acreditar, é só olhar para o lado.

    1. Cristiano, muito obrigado pelo comentário. Recomendo fortemente a leitura do artigo, o qual sintetizo abaixo o contexto:

      “Antes de negar os resultados da pesquisa, é importante compreender que, mesmo que ela esteja totalmente equivocada, tenha a certeza de que o futuro próximo demanda um novo comportamento profissional e um novo modelo de negócios para prestadores de serviços contábeis.

      ‘Não é um futuro onde não há nada para as pessoas fazerem, mas é um futuro em que os tipos de coisas que eles fazem são bem diferentes do que foi feito tradicionalmente. ” Daniel Susskind, o autor de “The Future of the Professions: How Technology Will Transform the Work of Human Experts” e professor universidades de Oxford e Harvard.’

    2. Sim com certeza, Roberto parabéns pelo trabalho. Acompanho suas postagens acho um trabalho fantástico e inovador. É sempre bom enriquecermos com debates. Assim estava conversando exatamente sobre esse ponto com minha noiva e refletindo sobre uma viagem que fiz. E não são poucas empresas pelo Brasil a fora, teria que ter no meu ponto de vista primeiramente um revolução tecnológica enorme de alcance, isso me refiro do básico que é a internet, acompanhado com mudanças legislativas significativas. Exemplo, muitas prefeituras ainda exigem o presencial do empresário ou de representação em diversos procedimentos, mesmo com diversas mudanças tecnológicas, notas fiscais eletrônicas, certificado digital entre outras. Aqui tem prefeitura liberando talão de nota fiscal do modo tradicional para “MEI”, que acho essa categoria uma aberração fazendo um parentese. Enfim é no minimo polêmico, o Brasil engatinha, será que não estamos com uma percepção distorcida do ambiente ON/OFFline. Bom do que vai acontecer no futuro próximo não sabemos, mas sigo aquela velha frase popular “O seguro morreu de velho” rsrs. Vamos nos preparando para o que vier! Abraço

    1. Jean muito obrigado pelo comentário. Vou transcrever abaixo o trecho da pesquisa no idioma original. Mas recomendo ler o artigo para um entendimento mais amplo: “The table below ranks occupations according to their probability of computerisation . Those occupations used as training data are labelled as either ‘0’ (not computerisable) or ‘1’ (computerisable), respectively:
      0,94 Accountants and Auditors
      0,95 Bill and Account Collectors
      0,98 Bookkeeping, Accounting, and Auditing Clerks
      0,99 New Accounts Clerks”

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